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Diagnóstico precoce pode curar câncer de mama

Outubro é o mês mundial para conscientização e combate ao câncer de mama, segundo tipo mais frequente entre as mulheres e responsável por 22% dos novos casos a cada ano. A campanha Outubro Rosa, conduzida pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Instit

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Outubro é o mês mundial para conscientização e combate ao câncer de mama, segundo tipo mais frequente entre as mulheres e responsável por 22% dos novos casos a cada ano. A campanha Outubro Rosa, conduzida pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), vem reforçar a importância da mamografia e do autoconhecimento das mamas para reduzir as taxas de mortalidade relacionadas à doença.

O oncologista Leandro Ramos, esclarece que as chances de cura dependem do tipo de tumor, da idade e das condições de saúde do paciente e do estágio em que o câncer for detectado. Daí o enorme valor da prevenção secundária, que significa garantir o diagnóstico precoce, no controle da doença.

“A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que todas as mulheres façam a mamografia anualmente a partir dos 40 anos. Cerca de 95% dos pacientes em bom estado de saúde, que descobrem o câncer de mama em fase inicial e seguem o tratamento recomendado, se livra da doença após cinco anos”, afirma.

Leia a entrevista do médico:

Quais as causas conhecidas do câncer de mama?

Todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que após sofrerem uma transformação maligna, adquirem a capacidade de se multiplicar indefinidamente e de invadir tecidos vizinhos. O câncer de mama não tem uma causa única. Seu desenvolvimento deve ser compreendido em função de uma série de fatores de risco, que podem ser externos ou internos ao organismo, e que interagem de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.

Quais são os fatores de risco?

A idade é o fator de risco mais importante para o câncer de mama entre as mulheres, e sua incidência cresce progressivamente com o envelhecimento. Outros fatores são:
· História familiar positiva;
· História pessoal de câncer de mama;
· Radioterapia prévia em região do tórax, especialmente se antes dos 30 anos;
· História menstrual: pela maior exposição aos hormônios femininos mulheres que tiveram sua primeira menstruação antes dos 12 anos e ou entraram menopausa após os 55 anos têm um risco aumentado de desenvolver câncer de mama;
· História reprodutiva: Mulheres que não tiveram filhos ou tiveram o primeiro filho após os 30 anos, e a ainda as que não amamentaram, também têm um maior risco desta doença;
· Uso de reposição hormonal (principalmente com estrogênio e progesterona associados);
· Obesidade;
· Ingestão regular (mesmo que moderada) de álcool;
· Presença de mutação genética (incluindo BRCA1, BRCA2 , entre outros): embora apenas 5 a 10% de todos os cânceres de mama sejam causados por estas mutações, sabe-se que a mulher que as possui tem risco muito aumentado de desenvolver esta neoplasia.

Quais são as chances de cura?

As chances de cura dependem do estágio em que a doença foi diagnosticada, do tipo de tumor e também da idade e condições de saúde da paciente. Por exemplo, entre pacientes com bom estado de saúde, após diagnostico de câncer de mama estágio I (ou seja, inicial), submetidas ao tratamento recomendado, cerca de 95% estarão vivas e livres da doença após 5 anos.

Quais as formas de prevenção?

Como vimos anteriormente, muitos dos fatores de risco para câncer de mama não são modificáveis. Não temos como parar de envelhecer, mudar a história familiar ou interferir idade da primeira menstruação de uma mulher. Entretanto, evitar a obesidade, através de dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos e não ingerir bebidas alcoólicas, são recomendações importantes na prevenção primária desta doença. Por outro lado, a prevenção secundária, que significa garantir o diagnóstico precoce da doença, aumentando assim as taxas de cura, tem enorme valor no controle do câncer de mama.Com este objetivo, aSociedade Brasileira de Mastologia recomenda que todas as mulheres realizem a mamografia anualmente a partir dos 40 anos.

Quais os tratamentos disponíveis hoje em dia?

Cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e anticorpos monoclonais estão entre os tratamentos disponíveis para o câncer de mama, e podem ser usados isoladamente ou em combinação de acordo com indicação médica para cada caso.

Quais os principais mitos que envolvem a doença?

Dr. Leandro Ramos: Cessar o consumo de leite de origem animal cura a doença; o uso de desodorantes pode aumentar o risco de câncer de mama; quem não tem histórico familiar não desenvolverá a doença; próteses de silicone podem causar neoplasia maligna das mamas, entre outros.

E o que de fato é verdade quando se fala na doença?

São várias. Destacaria:

- Histórico familiar é um importante fator de risco. Se o parentesco for de primeiro grau (mãe ou irmã), a atenção deve ser redobrada;
- Câncer de mama está associado à idade: quanto maior a idade, maior a chance de incidência;
- A ingestão regular de álcool, mesmo em quantidades moderadas, e o tabagismo podem elevar a chance de desenvolvimento do câncer de mama.

(DOL, com informações da Oncomed BH)

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