No Dia Mundial de Luta contra a Aids, especialistas alertam sobre os cuidados e prevenção do HIV durante a gestação.
A chamada "transmissão vertical" do vírus é aquela passada de mãe para filho durante o período intrauterino, em trabalho ou no próprio parto, e, inclusive, durante o aleitamento materno.
Sem qualquer tipo de tratamento durante a gravidez, a taxa de transmissão pode ser de 20%.
Segundo a ginecologista Carmem Lúcia, do Hapvida Saúde, isso acontece porque durante a gestação há uma queda na imunidade, facilitando a proliferação da doença.
"O pré-natal ainda é o método mais eficiente para a descoberta e monitoramento da doença nesse período", orienta Carmem. "O acompanhamento feito por um especialista é fundamental para a realização de exames clínicos e laboratoriais da mulher soropositiva, sendo necessário um maior número de consultas, com intervalos menores."
O tratamento da gestante portadora de HIV deve ser feito por meio do uso dos antirretrovirais, medicamento que impede a multiplicação do vírus no organismo.
"A chance de transmissão comumente é de 25%, mas cai a menos de 1% se a mãe tomar o coquetel de remédios, durante toda a gestação", explica a ginecologista.
O tipo de parto também deve ser decidido com avaliações médicas e, na maioria dos casos, a cesárea é a melhor escolha para proteger o bebê de uma possível transmissão.
A combinação desses dois fatores e a não amamentação reduzem o risco de infecção do bebê para níveis ainda menores.
Mesmo não tendo a confirmação do HIV, o antirretroviral AZT deve ser administrado via oral, no bebê, logo após o nascimento.
Por outro lado, o acompanhamento do pós-parto é imprescindível para o controle da saúde da criança.
"Lembrando ainda que mulheres com HIV não podem amamentar", alerta Carmem.
(DOL)
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