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Atenção às dores de garganta

Faringite, amigdalite e laringite: embora todos esses males sejam chamados popularmente de dor de garganta - exceto a laringite-, há grandes diferenças em como eles nos afetam, quais suas causas e como cuidar bem deles. E ao contrário do que muitos pensam

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Faringite, amigdalite e laringite: embora todos esses males sejam chamados popularmente de dor de garganta - exceto a laringite-, há grandes diferenças em como eles nos afetam, quais suas causas e como cuidar bem deles. E ao contrário do que muitos pensam, nem sempre o antibiótico é o melhor tratamento para a dor de garganta. Estima-se que 85% dos casos em crianças - as mais vulneráveis a esses problemas - são ocasionados por vírus e não por bactérias. E para cuidar bem de cada caso, é essencial diferenciar todos os outros sintomas e saber o que, afinal, está levando ao incômodo.


“Procure sempre um especialista para identificar as origens dos sintomas antes de iniciar qualquer tratamento, sejam eles a febre, a dificuldade de engolir, dores de cabeça e ouvido, mau hálito ou alterações da voz”, diz a doutora Talita Poli Biason, gerente médica de medicamentos isentos de prescrição de um grande laboratório de São Paulo.

A amigdalite é a inflamação das amígdalas, as duas “bolas” vermelhas que ficam ao fundo do céu da boca. Quando ficam inchadas, causam sensação dolorosa em crianças. Em alguns casos, podem até causar mau hálito. Noutros, mais graves, exigem até cirurgia para retirada das amígdalas.

A faringite ataca a faringe, a parte da boca que liga o nariz à laringe e ao esôfago. Essa inflamação pode aparecer com a amigdalite, mas também tem suas causas próprias (veja ao lado). Já a laringite é a inflamação da laringe, onde estão as nossas cordas vocais. E para esses casos específicos, até mesmo exercícios simples para a voz podem ajudar a diminuir o problema.

CUIDADOS

“A dor de garganta bacteriana costuma deixar a criança derrubada abruptamente. E a viral costuma se manifestar mais lentamente. Independente de qualquer coisa, os sinais e sintomas não permitem diferenciar os casos virais e bacterianos. É imprescindível consultar um médico para achar a melhor forma de tratar cada caso”, alerta Talita Poli Biason. A médica ressalta: como as crianças são as mais vulneráveis às dores de garganta, cuidados básicos, como fazê-las tomar bastante líquidos, umedecer ambientes, evitar salas fechadas e locais com grandes aglomerações, bem como lavar sempre bem as mãos, são fundamentais.

(Diário do Pará)

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