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Maria da Penha faz 10 anos com desafios

Criada para repreender e punir responsáveis por cometer violência doméstica contra as mulheres, a Lei Maria da Penha também atua no combate e na prevenção dos crimes desta natureza. Em 2016, a legislação que ganha força no Brasil completa 10 anos, mas é p

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Criada para repreender e punir responsáveis por cometer violência doméstica contra as mulheres, a Lei Maria da Penha também atua no combate e na prevenção dos crimes desta natureza. Em 2016, a legislação que ganha força no Brasil completa 10 anos, mas é preciso avançar. Desde 2006, a Justiça brasileira reconhece a gravidade das violações contra o sexo feminino e retira dos juizados especiais criminais (para crimes de menor potencial ofensivo) a competência para julgá-los.

A lei alterou o código penal possibilitando que agressores de mulheres, sejam presos em flagrante ou tenham decretada a prisão preventiva sem direito a pena alternativa.

“Hoje, esta lei é importante para o reconhecimento do direito das mulheres dentro da sociedade. Mas temos de entender que esse é um problema social e cultural”, considera a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Pará, Luanna Tomaz. De acordo com ela, a sociedade civil e os governos devem se unir para dar mais atenção à educação de gênero nas escolas.

NÚMEROS

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Maria da Penha ajudou a reduzir em cerca de 10% os homicídios contra as mulheres. Segundo Daniela Santos, diretora da Delegacia de Atendimento a Mulher no Pará, 80% dos casos registrados na unidade de Belém se enquadram na Maria da Penha. “A maior parte dos atendimentos acontece dentro de casa”, afirma.

AGRESSÃO CONTRA A MULHER O QUE FAZER?

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, qualquer mulher vítima de violência deve se dirigir a uma das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) e denunciar. Depois que a vítima apresenta queixa na delegacia ou à Justiça, o magistrado tem o prazo de até 48 horas para analisar o caso. Em Belém, é possível registrar queixa no Pro Paz Mulher, na Tv. Mauriti, 2394

.(Roberta Paraense)

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