Subtração, adição, multiplicação, divisão, raiz quadrada. Tantas fórmulas e números transformam a matemática em uma matéria temida por muitos estudantes. Mas é possível transformar esse aprendizado em uma experiência prazerosa. Afinal, usamos a disciplina no nosso dia a dia, ao fazer compras, contar as horas e calcular a mesada, por exemplo. Com tanta funcionalidade, por que tanta gente acha que a disciplina é coisa de outro mundo? O professor João Brandemberg, da Universidade Federal do Pará (UFPA), acredita que isso é um mito construído culturalmente e que é fundamental trazer o conteúdo para o cotidiano.
“A divisão, por exemplo, como a repartição de um bolo, a pessoa consegue fazer de maneira simples”, exemplifica.Outro fator importante, segundo o professor, mostrar como a matéria é necessária para a vida e para a história. Beatriz Araújo, aos 11 anos, já entende e reconhece que a matemática pede esforço extra. “Eu chegava até a desistir de fazer as contas e deixava de lado e ia para outra matéria”, conta. Mas, hoje, a matemática é, inclusive, sua disciplina preferida. “Comecei a estudar com exercícios mais fáceis e agora faço coisas mais complexas”.

ORGULHO
A orientadora Gisele Vieira, de uma escola de ensino específico para a disciplina, explica que é primordial estudar todos os dias. “Isso torna o ambiente dos números mais presente na vida do aluno”, avalia. Larissa Morais, 8, tinha dificuldades em subtração e adição. Mas, com esforço diário e o apoio de pais e professores, agora ela faz exercícios com tranquilidade e tem orgulho de seu domínio na disciplina. “Sei que vai me ajudar a realizar meus sonhos, como o de ser médica”, completa a menina.
Nota 10 em economia
Em tempos de crise, o aperto orçamentário atinge toda a família. É nesse momento que a educação financeira se mostra importante: todos devem contribuir para a saúde das finanças de casa, inclusive as crianças. Muitas já começam a despertar para isso e a escola tem sido uma ferramenta importante nesse processo. Para a economista Patrícia Godoy, educadora financeira, a conversa com as crianças deve começar cedo. “Aos 3 anos, a criança começa a pedir as coisas e os pais devem dizer que não pode dar tudo”, explica.
Outra questão é que muitos pais têm receio de deixar o dinheiro na mão dos jovens. Como Tayanna Costa, 33 anos, bacharel em direito. Ela costuma dar algum dinheiro para a filha Tarsylla, 13, de acordo com a situação financeira do momento. “Não chego a dar mesada ainda porque eu acho ela muito novinha”, declara a mãe. Por outro lado, Patrícia Godoy ensina que é indicado deixar o filho cuidar de seus próprios gastos e fazer suas próprias economias, para aprender na experiência. Sempre com diálogo, claro.
Participar das compras também é uma forma do jovem ter noção do mercado. Gabriela, 15, filha da etiquetista Josicleia Barbosa, 45, tem experiência em fazer compras sozinhas desde os 13 anos. “No início, ficava perdida, mas agora já sei o quanto preciso para cada compra”, garante.

SALA DE AULA
E saber como lidar com o dinheiro já virou disciplina em sala de aula. Ana Júlia Colares, 13, estuda em um desses colégios de Belém. Ela diz que agora tem mais controle do que faz com a mesada, calculando todos os gastos que terá durante o mês. “Agora, estou guardando sempre uma parte para comprar um box de séries que quero assistir”, afirma.Além da preocupação com o bolso, a educação financeira tem forte relação com o meio ambiente, pois ensina a não desperdiçar e consumir de forma consciente. É o que aprendeu Carlos Eduardo, 14, colega de sala de Ana Júlia. “Graças às aulas, comecei a economizar não só o dinheiro, mas também água e energia”, diz. É um aprendizado que leva para onde vai e beneficia tanto a Economia, quanto o futuro do planeta.
Aplicativos para se aprender brincando
Rei da Matemática (IOS e Android)
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MathYou (IOS)
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Fonte Guia do Estudante
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