Quando os fios de cabelo começam a cair em quantidade maior do que a habitual, é comum conhecer muitas pessoas que logo recorrem à compra de produtos intitulados “antiqueda”, com medo de que o problema se agrave. Mas será que esta é uma iniciativa eficiente?
Infelizmente, o que se verifica é que a maior parte daqueles que seguem esta prática desconhece o fator que realmente está desencadeando a manifestação dessa queda, sem se dar conta de que uma das más consequências disto pode ser o não diagnostico precoce de diferentes doenças sistêmicas, cujos sintomas incluem a perda excessiva dos fios.
As doenças sistêmicas são aquelas que afetam o nosso organismo, causando prejuizos em diversos aspectos, entre os quais destacamos a perfeita saúde dos cabelos.
Dos exemplos de doenças sistêmicas cujos efeitos são capazes de provocar a queda acentuada do cabelo, estão as doenças crônicas (ou seja, aquelas de desenvolvimento lento, de longa duração, que demandam mais tempo para ser curadas ou, ainda, que não têm cura), como e o caso dos distúrbios relacionados à tireoide (hipotireoidismo e hipertireoidismo), o lúpus e doenças sexualmente transmissíveis (DST), como a sífilis, a hepatite B e a hepatite C.
Entre as demais doenças sistêmicas nas quais pode ocorrer a perda excessiva dos fios encontram- se também a anemia e outras doenças endócrinas, como o cushing (conjunto de sinais e sintomas decorrentes do excesso de cortisona), o hipogonadismo (diminuição da função das glândulas sexuais), a hiperprolactinemia (excesso de produção de prolactina, hormônio responsável pela produção do leite) e o hipopituitarismo (deficiência de um, vários ou todos os hormônios produzidos pela hipófise anterior).
Em relação a essas enfermidades, os sintomas não surgem de modo isolado, mas associados, isto é, verifica-se a manifestação de mais de um ao mesmo tempo. Desta forma, a queixa de alguém que ainda não diagnosticou e/ou iniciou o tratamento para hipertireoidismo (situação em que os hormônios tireoidianos passam a ser produzidos em excesso) será, por exemplo, não apenas a queda do cabelo em grande quantidade, mas também palpitação e sudorese. Já no caso de quem apresenta um quadro clínico de hipotireoidismo (quando os hormônios tireoidianos passam a ser produzidos de forma insuficiente), à perda excessiva dos doenca cabelo tireoide fios se somara um possivel ganho de peso que, aparentemente, o paciente tende a considerar como “sem explicacao”.
Para aqueles com anemia (redução de globulos vermelhos no sangue), e comum a associação entre queda de cabelo e fraqueza/cansaço (até mesmo para as tarefas mais simples), sendo importante salientar que a própria anemia pode ser uma consequência originada por outras doenças. Já as mulheres com queda acentuada dos fios e menstruação irregular podem estar com hipogonadismo. Quando, no entanto, apresentam a perda dos fios e secreção mamária, o diagnóstico mais provável é o de hiperprolactinemia.
Especificamente sobre o lupus, esta é uma doença sistêmica que pode acometer diferentes partes/órgãos do corpo, estendendo-se para além da pele e das mucosas, ocasionando problemas como, por exemplo, tendinite, artrite, lesões nos rins, alterações no sistema nervoso (neste caso, a enxaqueca é uma das manifestações mais comuns), pericardite (inflamação da membrana que envolve o coração), palpitações, falta de ar, dores nas costas e, entre outros, a perda excessiva do cabelo, que indica o estado ativo da doença. E, no que diz respeito às doenças sexualmente transmissíveis (DST), o mais habitual é que, além da queda de cabelo, estas também causem o aparecimento de manchas e/ou feridas no corpo.
Assim, tendo em vista a relevância do diagnóstico a respeito das causas relacionadas à calvície, a preocupação com a repentina queda de cabelo em grande quantidade não deve se restringir à aparência: é preciso considerar que este pode ser o indício de que algo na saúde em geral pode estar exigindo maior atenção.
Para avaliar os sintomas da maneira correta procure a orientação profissional especializada, que, neste caso, corresponde ao médico dermatologista. Somente ele, mediante a correta avaliação do quadro clínico de cada paciente e dos resultados obtidos por meio dos exames laboratoriais, identificando os fatores que estão desencadeando a calvície, poderá prescrever o tratamento adequado às necessidades de cada um. E, uma vez diagnosticado qualquer tipo de alteração na saúde do paciente, ele também saberá indicar qual a especialidade médica a ser procurada, sendo que ambos os tratamentos (para a saúde dos cabelos e para a saúde do corpo) poderão ser feitos conjuntamente.
As informações são so site Tricosalus.
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