Muitas adolescentes sentem bastante cólica na adolescência. Muitas não procuram um especialista acreditando ser normal. Porém, atenção, a dor incapacitante, alterações no aumento da atividade intestinal durante o ciclo e incômodo na região pélvica podem ser indicativos de doença. Logo é importante que familiares e pacientes prestem atenção aos primeiros sinais.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE), sete milhões de brasileiras sofrem com a endometriose, conhecida como ‘mal da mulher moderna’. “A cólica menstrual intensa é um dos primeiros sintomas da doença, mas não isolada. Outros fatores também devem ser considerados, como alteração no hábito intestinal e dor pélvica, destaca o ginecologista do Hospital Samaritano de São Paulo, Dr. Nicolau D´Amico.
“Infelizmente muitos acham que a cólica na adolescência é normal, o que dificulta o diagnóstico. E nisso, o diagnóstico pode demorar em média dez anos para se descobrir a doença. Sentir dor ao menstruar não deve ser normal”, explica o especialista. E completa “O diagnóstico tardio compromete a qualidade de vida da mulher, além de poder causar seqüelas orgânicas que podem ser irreparáveis”.
A Endometriose pode ser uma das principais causas de infertilidade, podendo chegar a quase metade dos casos que freqüentam clínicas de fertilização .
Fatores como alterações do sistema imunológico, genética, estilo de vida, sedentarismo e alimentação inadequada potencializam o risco a desenvolver a doença. Por isso o ginecologista orienta para que “a mulher opte sempre por manter uma alimentação saudável, reduzir fatores que motivem estresse, realizar atividades físicas, além de respeitar repouso adequado, como atitude preventiva”.
(DOL com informações do Hospital Samaritano”
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