“Na hora de fazer, não gostou?”. “Não grita! Vai assustar as outras mães”. Essas frases ofensivas já foram ouvidas por várias mulheres no momento do parto e são exemplos da violência obstétrica que aflige uma a cada quatro mães brasileiras.
Na próxima terça-feira (14), o projeto “TransformaDor: parir com amor, sem violência”, da Universidade Federal do Pará (UFPA), promove uma roda de conversa para esclarecer o direito materno e infantil a um parto humanizado e sem nenhum tipo de violência.
A iniciativa da Faculdade de Educação da UFPA é coordenada pela professora Edna Barreiro e conta com profissionais e estudantes de graduação ou de pós-graduação de várias áreas como enfermagem, medicina, pedagogia, direito, filosofia, psicologia, serviço social, jornalismo e publicidade.
Segundo a coordenadora do projeto, Edna Barreto, a grande possibilidade que o debate e a visibilidade dessa violência apresentam é a quebra de rotinas perigosas, violentas e mesmo cruéis que ainda são comuns em grande parte da atenção às mulheres no Brasil. “Tirar esse tema da invisibilidade e informar as mulheres dos seus direitos é, quem sabe, a questão central para o enfrentamento da violência de gênero”, afirmou.
A programação desta terça-feira (14), é voltada às universitárias grávidas da UFPA com o objetivo não apenas de ajudar estas jovens mulheres a se apoderar contra a violência obstétrica, mas também torná-las agentes multiplicadores deste debate e de outras informações.
A Universidade Federal do Pará não possui estimativas oficiais sobre o número de universitárias que estão grávidas, mas mantém ações de assistência e um auxílio creche específico para universitários que são mães ou pais de crianças de até seis anos.
Serviço:
O evento é do projeto TransformaDor é aberto ao público em geral, gratuito e não precisa de inscrição prévia. O encontro será realizado na sala de defesas da Faculdade de Educação, no Instituto de Educação da UFPA (Iced) a partir das 15h do dia 14 de junho.
(Com informações da UFPA)
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