De certo, todos nós já ouvimos a expressão “coração partido” uma vez na vida, geralmente relacionada ao fim de um romance ou uma desilusão amorosa. Mas você sabia que existe a “Síndrome do Coração Partido” e que é uma doença séria e pode até matar?
A Síndrome do Coração Partido é uma doença ainda pouco conhecida, pois o primeiro caso foi relatado apenas em 1990, no Japão. A síndrome é cientificamente chamada de “cardiomiopatia de Takotsubo” que, em japonês significa armadilha para capturar polvos, devido ao formato semelhante ao do coração, após apresentar o problema.
As artérias continuam intactas, mas o coração sofre uma dilatação na ponta, uma alteração da contração, que normalmente é a ponta. É uma doença rara, que ocorre normalmente após uma forte emoção, normalmente de perda, como morte ou separação.
Segundo o cardiologista do Hapvida Saúde, Newton Rodrigues, as mulheres na meia idade, em torno dos 55 anos, têm sido afetadas com mais frequência pela síndrome, cerca de 95% dos casos. Ainda não se sabe qual a relação, pois há diferenças hormonais e anatômicas, mas não se pode afirmar se elas sãomais sensíveis a grandes choques emocionais.
“Os primeiros sinais são no âmbito cerebral/emocional, mas existe a dor no peito, que é tão típica da angina e do infarto, que pode se estender para o epigastro, considerada uma dor de estômago e outros sintomas físicos que se assemelham muito a essas cardiopatias. Inicialmente, essa síndrome é confundida com essas doenças, mas com exames é possível perceber que não há danos coronários. A insônia, apatia, fadiga e depressão são outros sintomas comuns da doença, que afeta especialmente as mulheres”, disse Rodrigues.
Atualmente, não existe um tratamento convencional para a síndrome. Ela costuma ter boa evolução e não deixar sequelas. Normalmente, dura enquanto o emocional estiver preponderando.
Se o quadro de tristeza, nostalgia, saudade de quem se perdeu não for tratado, o coração continua responde dessa forma anormal. Mas, como as coronárias estão saudáveis, provavelmente a evolução será muito boa. O apoio psicológico sempre ajuda a suportar os sintomas.
“É importante observar se o indivíduo tem outras comorbidades, como isquemia, hipertensão, diabetes ou dilatação do ventrículo e, diante de uma descarga de adrenalina tão violenta, ele pode uma ter evolução ruim. Pode enfartar e até ir a óbito. Mas como isso não é uma regra e não se tem uma experiência muito grande com essa doença, isso se torna tudo especulação”, conclui cardiologista Newton Rodrigues.
(Com informções da Hapvida)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar