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Micropigmentação ajuda na autoestima de mulheres

Aos 33 anos e mãe de um menino de um ano e quatro meses na época, a administradora Cláudia descobriu que tinha o câncer de mama em um exame de rotina. No tratamento de combate à doença, ela passou por oito meses de quimioterapia, várias sessões de radiot

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Aos 33 anos e mãe de um menino de um ano e quatro meses na época, a administradora Cláudia descobriu que tinha o câncer de mama em um exame de rotina.

No tratamento de combate à doença, ela passou por oito meses de quimioterapia, várias sessões de radioterapia, viu o cabelo cair, e ainda enfrentou duas cirurgias, entre elas uma mastectomia dupla.

“O processo é muito difícil. É perda da energia, do cabelo, da mama, da feminilidade. Você se sente muito frágil”, diz ela, que preferiu não aparecer e se identificar para essa reportagem. “Já vão fazer três anos, mas ainda prefiro não me expor”.

Apesar de ter reconstruído quase a totalidade das mamas, ela inda se sentia incomodada. “Me olhava no espelho e sentia que faltava algo”.

Foi aí que o médico sugeriu uma maneira para ela encontrar a autoestima e a feminilidade que andavam um pouco esquecidas: a micropigmentação no lugar dos mamilos e aréolas. “Era a etapa que faltava para eu me sentir bem novamente”.

“A técnica da micropigmentação, diferentemente da tatuagem, não atinge a derme, sendo assim mais superficial”, explica Ana Kelly Brito, que há cinco anos trabalha com a técnica em Belém.

Kelly diz que muitas clientes chegam com vergonha de tirar a roupa até para o marido. (Foto: divulgação)

Ela começou fazendo design de sobrancelhas e depois fez cursos de micro pigmentação em Belém com o tatuador Deleon Brito, além de cursos também em São Paulo e no Rio Grande do Sul.

“Quando a cliente chega ao estúdio já esta com a autoestima lá embaixo, se sente feia, tem vergonha de ficar sem roupa perto do marido”, conta.

Kelly diz ainda que muitas pacientes chegam com medo de fazer o procedimento, mas elas conversam antes como será o procedimento para tirar todas as dúvidas e passar mais segurança às mulheres que a procuram.

Ela explica que o procedimento é rápido, dura cerca de 50 minutos, e a cicatrização varia de 10 a 15 dias.

Para diabéticos, alguns casos de hipertensos e quem utiliza marca passo, Kelly explica que a técnica não é recomendada.

“Pra mim, é muito satisfatório ver a cliente feliz com o resultado. Eu sempre me emociono com cada caso”.

Por isso, ela oferece a técnica gratuitamente no estúdio. “As interessadas podem entrar em contato e agendar uma avaliação. Marcamos o dia do procedimento sem nenhum custo”.

Quem interessar, pode ligar para os números 98199 2428 e 3236 3583.

(Antônio Santos/DOL)

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