O termo surgiu com a estilista Susie Faux há pelo menos três décadas, pensando em um armário com poucos itens, alguns essenciais que nunca saem de moda e outros atuais. Mas foi com a blogueira americana Caroline, do “Un-fancy.com”, que o “armário-cápsula” ganhou destaque e adeptos. Em Belém, a jornalista Amanda Campelo descobriu o conceito ao repensar a proporção de seu guarda-roupa, e resolveu chegar a um total de 47 peças.

O macacão pode ser usado no modelo original ou se transformar em pantacourt com um top neutro (Foto: Divulgação)
A saia listrada combina, sim, com outras estampas, pode ganhar ainda efeito óptico com outras listras ou em versão básica, fazer contraste com o branco (Foto: Divulgação)
Inúmeras combinações em 47 peças
A experiência, compartilhada pela paraense através do blog “Nós Vamos Assim”, ficou conhecida nas redes como “#Projeto47”. “Comecei a montar esse armário-cápsula em outubro de 2015, depois de perceber inúmeras vezes que apesar de comprar muitas roupas eu sempre ficava com a sensação de não ter nenhuma na hora de sair”, diz Amanda, que dividiu a experiência em um bate-papo no Solar Colaborativo, no sábado passado.
Com um guarda-roupa cuja intenção é manter um consumo consciente – peças resistentes e que não ficarão anos apenas ocupando espaço, a escolha é um momento fundamental. “Sempre que vejo alguma peça que gosto me pergunto: ‘eu realmente preciso disso?’. Se a resposta não for imediata, eu experimento e penso se ela poderia ser usada com pelo menos outras três peças que eu já tenha no guarda-roupa. Se a resposta for sim, penso mais um pouquinho para ter certeza de que não tenho outra peça semelhante no armário”, explica a blogueira.
E o que não falta é gente interessada nessa proposta. “A ideia do bate-papo surgiu porque nas redes sociais as pessoas começaram a se interessar muito e me mandar mensagem querendo tirar dúvidas”, conta.
O processo, ela afirma, não é fácil e é até mesmo “doloroso no início”, mas vai trazendo satisfação ao longo do tempo. “Nenhuma peça fica parada no armário. Se eu perceber que não estou usando, vejo que posso trocar com uma amiga ou mesmo comprar outra que será mais útil e trazer novidade”, ensina. E a melhor parte, diz Amanda, “é que isso saiu apenas do campo das roupas e passou para toda e qualquer forma de consumo de produtos” em sua vida.
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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