Abrir seu próprio estúdio de ioga é o sonho de algumas pessoas e, para a maioria, não é algo assim tão difícil de se concretizar. Claro, é preciso dinheiro, espaço, alguma divulgação… Mas para a americana Kelsey Koch, de 24 anos, que tinha também esse sonho, as dificuldades eram um pouco maiores: ela queria fazer um estúdio adaptado, onde pudesse ajudar pessoas como ela, amputadas e, no mês passado, ela finalmente conseguiu realizá-lo, com a inauguração do Serenity Yoga, em Grand Blanc, Michigan, nos Estados Unidos.
O estúdio é aberto para todos, mas haverão aulas especiais e workshops voltados apenas para amputados. “É ótimo poder ensinar ioga todos os dias. Agora posso ajudar outros amputados”, diz. Mas Kelsey não faz distinção. As aulas em seu estúdio são para todas as pessoas, mas, em maio, ela começará a fazer workshops semanais com aulas específicas para amputados.
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Uma forma de conseguir alunos foi firmando parcerias com fabricantes locais de próteses. O seu primeiro workshop é no mês que vem. “Estou muito feliz em poder mostrar para outros amputados que, se eu posso, eles também podem. Talvez não hoje, não amanhã, mas se eles continuarem tentando, eles podem também”, diz. E, enquanto isso, é possível buscar inspiração no instagram de Kelsey. Kelsey nasceu sem a tíbia, o osso da canela, e precisou amputar a perna até o joelho quando tinha apenas 9 meses de idade.
Ela cresceu usando uma perna protética que parecia muito real, mas dificultava muito na prática de exercícios. “Era uma perna esteticamente muito parecida com uma perda real, na aparência e detalhes, como unhas nos dedos, mas não é muito funcional para atividades como corrida ou ioga”, disse Kelsey ao site Self. Dois anos atrás, quando tinha 22, ela começou a trabalhar com um personal trainer para corrigir uma escoliose causada por sua amputação e o treinado sugeriu ioga porque o exercício a obrigaria a trabalhar os dois lados do seu corpo. “Queria fortalecer meu lado esquerdo”, disse. Sua prótese, que ela apelidou de “perna bonita” fez com que suas primeiras tentativas na ioga fossem muito difíceis, por causa do peso e da estrutura da perna.
Então o treinador sugeriu a mudança para um modelo desenhado para corredores amputados e Kelsey sentiu a diferença assim que colocou a prótese. Enquanto seu corpo era fortalecido pela prática, sua paixão pelo exercício aumentava. Depois de completar as 200 horas de treinamento para ser professora, em maio de 2016, Kelsey trocou de prótese de novo, dessa vez por uma que a permitia colocar um tênis, para melhor distribuir seu peso e não ter mais problemas de equilíbrio. E assim, ela busca melhorar sempre. A mensagem que Kelsey quer passar é simples: “todos os corpos são corpos para ioga”. Arrasou.
Fonte: Boa Forma Abril
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