plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 31°
cotação atual R$


home
ELAS

12 perguntas e respostas sobre a anestesia na hora do parto

Para quem está de fora, nove meses parece um tempão. Mas para as grávidas, que estão se preparando para a chegada do filhote, esse período passa rapidinho. E junto com os preparativos também surgem dúvidas sobre diversos assuntos como amamentação, sono do

twitter Google News

Para quem está de fora, nove meses parece um tempão. Mas para as grávidas, que estão se preparando para a chegada do filhote, esse período passa rapidinho. E junto com os preparativos também surgem dúvidas sobre diversos assuntos como amamentação, sono do bebê e, claro, os tipos de parto.

E ao pensar na maneira como o pequeno chegará ao mundo, muitas questões e medos sobre a dor surgem e é aí que os remédios que diminuem o desconforto entram. Primeiro de tudo é importante estar familiarizada com os termos: a anestesia é a diminuição ou a abolição da sensibilidade e da mobilidade, usada na cesárea, e a analgesia é a diminuição ou a abolição da sensibilidade dolorosa, opção feita no parto normal.

Para esclarecer as perguntas das futuras mamães e trazer mais informações sobre o assunto, conversamos com Alberto Vasconcelos, anestesiologista da Maternidade Pro Matre, de São Paulo. Confira a entrevista:

1. A anestesia da cesárea é diferente da do parto normal?

Sim. Quando fazemos anestesia para cesárea, precisamos do alívio total da dor e do relaxamento da musculatura da região abdominal para facilitar o acesso do obstetra. Agora, quando fazemos uma analgesia para o parto normal, a paciente vai continuar sentindo as contrações uterinas, mas sem ter dor – o que pode, inclusive, facilitar a condução do trabalho de parto.

2. No parto normal é necessário ter uma dilatação mínima para que a analgesia seja feita?

Não. Hoje o conceito que temos é o seguinte: a paciente pode estar com 3 centímetros de dilatação e ter muita dor ou chegar no hospital com 7 centímetros e estar bem. Ou seja, a dilatação não interfere. O fator predominante é a mãe: ela que determina se está com dor ou não. Para mim o importante é a solicitação dela, quando ela vai pedir para que a analgesia seja feita ou quando o obstetra indicar por achar que pode facilitar o relaxamento da pelve e a descida do bebê.

3. Quando a mãe recebe anestesia ou analgesia no parto, o bebê também é anestesiado?

Não. Quando fazemos a anestesia regional – peridural – ou combinada – raqui e peridural – o anestésico é injetado na mãe. O remédio vai bloquear os nervos dela e o bebê não é anestesiado. Mas pode passar para a criança? Se passar um pouco não tem nenhum efeito importante porque avaliações neurocomportamentais mostram que não é deletério para o neném. Na anestesia geral já é diferente, mas geralmente as crianças nascem bem.

– (KQconcepts/Thinkstock/Getty Images)

4. Atualmente, quais são os tipos de anestesia mais utilizados no parto?

No parto normal, o que mais fazemos de analgesia é a associação da raqui com a peridural, onde injetamos um pouco de anestésico na raqui e deixamos um catéter na peridural para ir complementando a anestesia durante o trabalho de parto. Mas pode fazer só a peridural? Sim, mas isso depende de alguns fatores como, por exemplo, se o bebê estiver nascendo, se a cabeça dele estiver quase na vulva. Tudo isso varia de acordo com a fase do trabalho de parto e do objetivo que você quer. Na cesárea nós fazemos mais raqui, que tem um efeito mais rápido e tecnicamente é mais fácil. Costumavam dizer que esse tipo de anestesia aumenta a incidência de dor de cabeça, mas atualmente usamos agulhas menores, muito finas, que raramente causam este desconforto.

5. A analgesia para o parto é aplicada nas costas?

Sim. A raqui e peridural são feitas na região dorsal, no espaço entre as vértebras. Na raqui, injetamos o anestésico no liquor – líquido que banha a medula -, mas não fazemos a anestesia na altura da medula e, sim, abaixo dela. Já a peridural é feita antes do espaço onde está o liquor, no qual bainhas nervosas passam por ele.

– (ChaNaWiT/Thinkstock/Getty Images)

6. A analgesia pode dificultar o trabalho de parto?

Atualmente, as publicações internacionais sobre o assunto são bem consistentes e defendem que ela não interfere na evolução do trabalho de parto. O objetivo é aliviar a dor da paciente, mas a dinâmica continua. Em alguns casos, ela traz benefícios nesse aspecto porque a gestante pode estar com tanta dor que não consegue fazer a força necessária para o bebê sair.

7. Mas a analgesia bloqueia a vontade de fazer força?

Não. A grávida vai sentir o útero contrair, mas sem ter dor e esse é o objetivo. Então, ela sente que a barriga está ficando mais dura e consegue fazer o processo de expulsão do neném.

8. E os efeitos adversos? A anestesia pode, por exemplo, causar coceira, tremores e vômitos?

Cerca de 70 a 80% das medicações que utilizamos no parto dão coceira no abdômen, braços, mamas, rosto – geralmente na parte superior do corpo. Se estiver causando muito incômodo, conseguimos reverter a situação, só que a analgesia deve diminuir e a gestante pode sentir um pouco mais de dor. Mas é importante dizer que essa coceira é variável: não sabemos o quanto vai coçar e nem exatamente aonde. Já o tremor é uma coisa muito estudada porque há vários fatores que interferem nisso como a ansiedade, o frio da sala e o stress. Hoje não é tão comum a paciente ter nâuseas e vômitos, pois existe o cuidado de pedir que ela fique em jejum. Em uma cesárea eletiva, a mãe deve ficar 8 horas sem comer sólidos, mas refeições mais leves são aceitas com até 6 horas antes do procedimento e para os líquidos há uma tolerância de 3 a 2 horas. No parto normal, o maior problema é que nunca sabemos o que vai acontecer. Aconselhamos as pacientes que estão começando o trabalho de parto a não terem uma refeição muito pesada porque, dependendo do quadro, pode acabar virando uma cesárea.

9. Depois do parto, o efeito da anestesia passa rápido?

A anestesia para a cesárea acaba durando cerca de 2 horas e meia, 3 horas. Considerando que a cirurgia demora aproximadamente 1 hora, a gente tem como rotina deixar as pacientes em recuperação após o procedimento para ver se elas estão bem, se a pressão está boa, se não há sangramentos. Essa observação é recomendada mundialmente e, saindo da sala de recuperação, a anestesia está quase completando o seu ciclo. Então a mãe já consegue mexer as pernas, movimentar um pouco, mas ainda não pode andar. A analgesia para o parto normal também dura mais ou menos esse tempo, mas fazemos uma associação da raqui com a peridural.

10. A gestante pode receber a analgesia em qualquer etapa do trabalho de parto?

Sim. Essa é a questão: ela solicita quando achar necessário. A analgesia funciona para tirar a dor, mas o bebê vai nascer como ela quiser.

11. A analgesia ou anestesia de parto faz com que as mulheres não percam a sensibilidade?

O objetivo da analgesia é tirar a dor. Tecnicamente bem feita, a paciente vai sentir a contração do útero sem ter dor. Na cesárea, a concentração de anestésico é diferente. A grávida pode sentir um pouco do tato, mas não em muita intensidade, até porque é necessário ter o relaxamento da musculatura da parede abdominal.

12. Em quais casos a anestesia geral é feita?

É importante dizer que na anestesia geral injetamos anestésico na corrente sanguínea da paciente e ela perde a consciência. Fazemos a intubação e o remédio passa pela placenta para o bebê, por isso, é necessário que a cesárea seja realizada com agilidade. Mas só optamos por ela quando a paciente tem uma patologia importante, como problemas cardíacos ou de coagulação, mas temos que estudar cada caso separadamente e conversar com o médico que a acompanha para ter mais informações.

 

Fonte: Bebê Abril

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Elas

    Leia mais notícias de Elas. Clique aqui!