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Correr não causa artrose nos joelhos e no quadril

Por ser uma atividade de alto impacto, a corrida muitas vezes é associada a problemas graves nas articulações do joelho e quadril. Um exemplo é a artrose (ou osteoartrite), doença caracterizada pelo desgaste dessas estruturas. Porém, de acordo com um leva

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Por ser uma atividade de alto impacto, a corrida muitas vezes é associada a problemas graves nas articulações do joelho e quadril. Um exemplo é a artrose (ou osteoartrite), doença caracterizada pelo desgaste dessas estruturas. Porém, de acordo com um levantamento feito por cientistas de Espanha, Suécia, Estados Unidos e Canadá, a prática é, na verdade, uma aliada das juntas — pelo menos se realizada com moderação.

A partir de uma revisão de 17 estudos que, ao total, incluíam mais de 110 mil pessoas, os pesquisadores descobriram que apenas 3,5% dos corredores amadores desenvolviam artrose nos quadris ou joelhos. Já entre os sedentários, essa taxa chegava a 10,2%, um índice quase três vezes maior.

“A pesquisa muda tudo que se pensava até então. Ela conclui que a corrida é um fator de prevenção para a artrose no joelho e quadril desde que seja recreacional, praticada de duas a três vezes por semana”, orienta o fisioterapeuta Thiago Fukuda, membro da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva.

 

 

Só que tem um porém. De acordo com a pesquisa, pegar pesado demais (no caso, correr mais de 92 quilômetros por semana) é até pior do que ficar parado. Entre esses atletas, a prevalência de osteoartrite no joelho ou no quadril alcançava 13,3%.

A análise possui limitações, como os próprios experts advertem. Eles não examinaram o impacto da obesidade e de lesões prévias, por exemplo. Além disso, não conseguiram determinar uma quantidade de treinos semanais segura para as articulações. “A principal revelação é que, em geral, a corrida não está ligada à artrose”, reforça Eduard Alentorn-Geli, um dos autores do estudo.

Como essa é uma disfunção relacionada a diversos fatores — histórico familiar, idade, peso… — o mais indicado é buscar apoio profissional, principalmente se estiver intensificando os treinamentos. O expert será capaz de determinar, para cada indivíduo, qual a melhor maneira de sair do marasmo.

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Fonte: Saúde Abril

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