Um dos problemas mais comuns de saúde é a apendicite, que é uma inflamação no apêndice cecal, órgão que está localizado no início do intestino grosso, no baixo ventre à direita. A doença é comum na população, especialmente na faixa etária de 10 a 50 anos, com maior incidência em torno dos 30 anos, sem grande diferença entre os sexos. Mas há casos em todas as idades.
De acordo com o médico cirurgião do Hapvida, Leonardo Ferrari, um dos principais sintomas é a dor abdominal na região do estômago, podendo ser difusa, com náuseas, vômitos e sensação de estômago cheio. "A dor também pode aparecer perto do umbigo e geralmente migra para a fossa ilíaca direita (do lado direito e baixo do abdômen). Pode ou não ter febre", explica.
O médico explica que o diagnóstico pode ser apenas clínico, com a história típica da dor, febre, desconforto gastrointestinal. Porém, na maioria das vezes, precisa se associar alguns exames complementares, como hemograma, que vai apresentar o aumento dos leucócitos, e exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia, que vão mostrar o apêndice inflamado." O diagnóstico nas mulheres se torna um pouco mais difícil, pelo fato das doenças associadas aos ovários e às trompas confundirem, na maioria das vezes", ressalta.
O diagnóstico deve ser o mais precoce possível, pois quanto mais tempo demora, aumenta a chance de surgir um quadro grave de infecção (sepse), que pode levar até a morte. Obviamente quanto mais idoso for o indivíduo, e se for portador de comorbidades como hipertensão e diabetes, existe uma probabilidade maior de complicações.
"O tratamento é cirúrgico sempre e, atualmente, se faz por laparoscopia, com três pequenas incisões. Se em estágio avançado, ou em situações específicas, pode ser feita na forma convencional, através de um corte maior no abdômen", diz o cirurgião.
O médico ainda explica que a principal forma de prevenção é inserir alimentos ricos em fibras na alimentação que reduz os riscos da doença, por facilitar o trânsito intestinal e diminuir a incidência de obstrução do órgão. "Mas não elimina totalmente a chance de terapendicite. É um problema que pode acontecer com qualquer um", alerta.
(Com informações do Hapvida Saúde)
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