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11º DIA DE PROTESTOS

Em protesto, cem mil pessoas formam corrente humana de 170 km no Líbano

Milhares de libaneses formaram neste domingo (27) uma corrente humana ao longo dos 170 km de costa do país, de Trípoli, no norte, a Tiro, no sul, segundo os organizadores.Trata-se do 11º dia uma onda de protestos que vem paralisando o país. O alvo é a

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Imagem ilustrativa da notícia Em protesto, cem mil pessoas formam corrente
humana de 170 km no Líbano camera Reprodução/Twitter

Milhares de libaneses formaram neste domingo (27) uma corrente humana ao longo dos 170 km de costa do país, de Trípoli, no norte, a Tiro, no sul, segundo os organizadores.

Trata-se do 11º dia uma onda de protestos que vem paralisando o país. O alvo é a classe política, acusada de abusar do poder e de explorar os recursos do Estado em benefício próprio.

O país passa por sua pior crise econômica desde a guerra civil (1975-1990).

Com o ato, os manifestantes querem mostrar sua unidade e sua determinação de derrubar as autoridades. Estima-se que cem mil pessoas participaram da corrente humana.

Carregando bandeiras libanesas, gente de todas as regiões, idades e crenças deram as mãos em todo o país, de norte a sul.

A concentração começou no início da tarde, no horário local, na estrada que acompanha o mar Mediterrâneo e passa pelo litoral da capital, Beirute.

"O que está acontecendo é prova do caráter pacífico dos protestos. As pessoas estão segurando as mãos umas das outras", disse Nadine Labaki, cineasta indicada ao Oscar, que participou da corrente em Beirute.

No Vaticano, o papa Francisco ofereceu neste domingo suas preces aos jovens que protestam no Líbano e pediu a ajuda da comunidade internacional para manter o país como um lugar de "coexistência pacífica".

O governo anunciou um pacote de reformas de emergência nesta semana, mas não conseguiu dissipar a revolta ou destravar US$ 11 bilhões (R$ 44,1 bilhões) em doações de países que prometeram financiar o Líbano no ano passado, sob a condição de que o país implementasse reformas.

Os protestos começaram quando foi anunciado, no dia 17, um plano de cobrar uma taxa sobre chamadas de voz em aplicativos como o WhatsApp. Horas mais tarde, o governo recuou.

A cobrança seria de 20 centavos de libra libanesa -equivalente a R$ 0,83- por dia para ligações feitas por meio de programas que usam a tecnologia Voip, que permite chamadas pela internet.

A medida era vista como solução para aumentar a receita do governo.

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