Governo interino da Bolívia classificou o ex-presidente Evo Morales como terrorista e ele agora entrou na lista da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). A notificação significa que os Estados membros devem informar o paradeiro do investigado.
Em entrevista ao jornal Guardian, o ministro do Interior, Arturo Murillo, disse que Morales deveria passar a vida na prisão por “terrorismo e sedição”. O ministro pediu que Morales, ex-presidente socialista da Bolívia que estava exilado no México há quase duas semanas e foi visto em Cuba nos últimos dias seja preso.

Gravações de áudio de Morales direcionam os bolivianos a “estrangular” economicamente as cidades bolivianas com bloqueios de estradas, com isso, o ministro acusou o ex-presidente de terrorismo e sedição e disse que “qualquer terrorista deve passar o resto de sua vida na prisão”.
Morales foi deposto, após semanas de protestos e greves populares devido às fraudes eleitorais. Desde a queda do socialista, a Bolívia passa por um novo período de reorganização governamental.
A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, assinou uma lei que anulou os resultados da eleição de Morales e o impediu de concorrer à próxima, que deve ser realizada nos próximos meses.
Policiais Federais da Interpol trabalham na tradução e divulgação de informação criminal internacional, cooperação em investigações internacionais, repressão de crime transnacional, e a busca de foragidos da Polícia de outros países, como no caso de Evo Morales.
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