A presidente interina da Bolívia, Jeanine Añez, afirmou que nos próximos dias a justiça do país emitirá um mandado de prisão contra o ex-presidente Evo Morales. De acordo com a imprensa local, ele é acusado de sedição e terrorismo.
Añez fez as declarações antes de realizar exercícios militares perto da fronteira da Bolívia com a Argentina no último sábado (14). Ela ainda destaca que, se Morales quiser retornar ao país, "ele sabe que precisa dar respostas ao país e tem contas pendentes no sistema judiciário; portanto, terá que enfrentar as consequências. Provavelmente, nos próximos dias o mandado de prisão será emitido porque já registramos a queixa", argumentou Añez.
O primeiro líder indígena da Bolívia renunciou em novembro sob pressão das forças armadas e populares no que ele afirma ser um golpe apoiado pelos EUA contra seu governo. Após as eleições realizadas em 22 de outubro, seus adversários e a missão de observação da OEA detectaram fraude para o representante do Movimento ao Socialismo vencido no primeiro turno, com uma diferença de 10 pontos percentuais contra o segundo colocado.
O boliviano não recebeu o apoio esperado do seus apoiadores e assim decidiu renunciar e se exilar no México em meio a ameaças de violência contra ele.
Em algumas semanas, Morales resolveu deixar o México, e viajou para a Argentina, onde solicitou asilo político dos novos governantes da nação sul-americana Alberto e Cristina Fernández.
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