O Dia Nacional da Visibilidade Trans e Travesti, 29 de janeiro, é destinado a não só reafirmar a existência de cidadãs e cidadãos trans e travestis, mas também a educar, esclarecer dúvidas e, principalmente, lutar por respeito às pessoas que fazem parte dessa comunidade.
Você sabe a diferença entre travesti, um transgênero e um transexual?
De acordo com uma reportagem feita pelo Correio Braziliense, travesti é um termo típico da América Latina, Espanha e Portugal e é caracterizado por uma identidade de gênero feminina que, ainda que invista em roupas e hormônios femininos, não sente desconforto com sua genitália, mesmo sendo masculina, e, de maneira geral, não tem a necessidade de fazer a cirurgia de mudança de genitália.
Já o transgênero não se identifica com o seu gênero biológico (masculino ou feminino). Ele tem um sexo, mas se identifica com o sexo oposto e espera ser reconhecido e aceito como tal. O que há é um conflito de identidade de gênero. Não necessariamente será feita uma cirurgia para mudança de genitália.
O transexual, de acordo com o site mundo psicólogos, é aquele que deseja alterar sua constituição biológica e fazer a mudança de sexo, sendo a cirurgia a única forma de se sentirem totalmente identificados e correspondidos na identidade de gênero que sentem pertencer, mas que não foi biologicamente atribuída.
Guilherme tem 30 anos, é paraense, e se enxerga como uma mulher trans. Formada em administração e educação física, ela conta que trabalha como personal trainer e, apesar de acreditar em um mercado que está menos preconceituoso, ainda teme pela falta de respeito das pessoas e opta por não mudar o nome. "Trabalho com criança, adolescentes, adultos, idosos... então hoje, dia das trans, precisamos de uma palavra apenas: respeito! respeito é tudo", afirma Guilherme.

DADOS
De acordo com o dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), publicado nesta quarta-feira (29), o Brasil continua a ser o país que mais mata travestis e transexuais em todo o mundo. Segundo os dados expostos no documento, 124 pessoas trans foram assassinadas em 2019.
A maioria das mortes foi registrada no Nordeste, onde 45 pessoas trans foram assassinadas na região. No entanto, São Paulo foi o estado que mais matou essa população em 2019, com 21 assassinatos. O Ceará aparece logo em seguida, com 11 casos.
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