Países do leste da África vivem o pior surto de gafanhotos dos últimos 70 anos e agricultores do Quênia, Somália e Etiópia têm suas plantações ameaçadas pelos ataques de enxames de gafanhotos.
A Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) da ONU alertou na última quarta-feira (29) para uma ameaça “sem precedentes”.
O Sudão do Sul e Uganda estão em risco e também há preocupação com a formação de enxames na Eritreia, Arábia Saudita, Sudão e Iêmen.
The Desert Locust outbreak in the Horn of Africa could provoke a humanitarian crisis.
— FAO (@FAO) January 31, 2020
The #locust invasion is the worst in decades to strike Kenya, Ethiopia and Somalia.
🎙️@FAO Keith Cressman provides an update on the locust situation 👉https://t.co/OHY9qDcNAu #ZeroHunger pic.twitter.com/UogmQg1FIW
O porta-voz da FAO disse à agência Associated Press que a organização começaria a agir para combater a praga. Os insetos se alimentam das plantações de pequenos produtores em uma região vulnerável pela fome.
“Milho, feijão, eles comeram tudo”, lamentou o fazendeiro Ndunda Makanga à AP. Ele disse ainda que até os animais chegam a se estressar com o grande número de invasores.
Desert locusts are extremely dangerous. Triggered by the climate crisis, the outbreak is making the dire food security situation in East Africa even worse.@UNCERF and @FAO are providing resources and supporting efforts to help manage and contain the situation. https://t.co/bIPnuFzVgV
— António Guterres (@antonioguterres) January 30, 2020
No ano passado, uma nuvem de insetos invadiu o Iêmen e esses eventos podem se tornar uma ocorrência mais frequente. Especialistas temem que a mudança climática faça os insetos agirem de maneira mais destrutiva e imprevisível.
Já os produtores temem que o número de gafanhotos aumente e a tendência é que eles se reproduzam durante a temporada de chuvas, que começa em março.
De acordo com a FAO, mesmo um pequeno enxame de insetos pode consumir comida suficiente para 35 mil pessoas em um único dia.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estimou em US$ 70 milhões (cerca de R$294 milhões) os custos para a pulverização aérea com pesticidas. A organização ressaltou que há áreas da região em que estas ações seriam mais difíceis por conta de milícias armadas e grupos terroristas
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