O virologista alemão Hendrik Streeck, coordenador de um grupo de estudos sobre a covid-19 no país, afirmou que a transmissão do novo coronavírus não ocorre ao se tocar objetos infectados.
"Até agora, nenhuma transmissão do vírus em supermercados, restaurantes ou cabeleireiros foi comprovada", explicou o virologista no programa de entrevistas Markus Lanz, do canal ZDF.
De acordo com o especialista, os principais surtos foram resultado de encontros próximos com pessoas com o vírus, e por um longo período de tempo.
Streeck e uma equipe de alunos de Medicina montaram um estudo pioneiro na região de Heinsberg, considerado o epicentro do surto do vírus na Alemanha, na tentativa de esclarecer como a doença se espalha e como ele pode ser contido.
O estudo seguirá 1.000 pessoas infectadas. Elas serão entrevistadas para os cientistas descobrirem possíveis causas de contaminação e para gerar recomendações de prevenção para toda a população.
Com 250.000 habitantes, Heinsberg contava, na quinta-feira (2), com 1.400 casos da Covid-19 e 39 mortes.
As investigações iniciais em residências em Heinsberg já forneceram algumas indicações de como o vírus age. "Estávamos em uma casa onde viviam muitas pessoas altamente infecciosas, e ainda assim não conseguimos detectar um vírus vivo em nenhuma superfície".
O virologista disse ainda que o coronavírus foi detectado quando se passou cotonetes em controles remotos, lavatórios, telefones celulares, banheiros e maçanetas, mas os vírus estavam mortos e não representavam qualquer perigo.
No entanto, ainda não é possível dizer quanto tempo o vírus pode permanecer nos objetos, porque não foram realizados estudos suficientes, diz o especialista.
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