Wuhan, epicentro original do novo coronavírus, voltou a registrar novo caso da Covid-19 após mais de um mês. Neste domingo (10), a cidade chinesa voltou a confirmar mais um caso da doença desde o dia 3 de abril.
As informações são da rede americana CNN.
De acordo com a publicação, o paciente foi internado em estado crítico e sua esposa também atestou positivo para o vírus. Porém, o caso dela é assintomático e não entra para a conta de casos oficiais do governo local. O homem mora em um bairro que teve 20 pessoas contaminadas.
Após 73 dias de "lockdown", Wuhan começou a abrir suas fronteiras desde o dia 8 de abril. Até sábado, a cidade registrou 50.334 casos.
O que aconteceu na China foi crucial para conter a propagação da doença e é o mesmo motivo da "recaída": o isolamento das cidades-chave.
No dia 23 de janeiro, menos de um mês depois da descoberta do novo coronavírus, o governo isolou completamente a região de Wuhan, onde surgiu o "paciente zero".
Gradualmente, adotou-se medidas de isolamento em outras regiões e proibiu aglomerações públicas. As medidas fizeram com que o país conseguisse limitar a disseminação do vírus, mas há limitações.
"Eles achavam que poderiam controlar totalmente [o vírus] restringindo a cidade com maior número de casos, como foi em Wuhan. O que acontece, agora, é que está tendo entrada por outras cidades, provavelmente de maior fluxo, como Xangai e Pequim", afirma o infectologista Marcos Boulos, da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).
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