A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA), órgão equivalente a Anvisa, no Brasil, suspendeu o uso emergencial da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes da Covid-19, esta segunda-feira (15).
Curiosamente, no mesmo dia, o Ministério da Saúde do governo Jair Bolsonaro ampliou a recomendação do uso da droga para gestantes e crianças. O governo brasileiro receberá uma doação de dois milhões de comprimidos de cloroquina do governo Trump
A orientação é para prescrição da cloroquina e da hidroxicloroquina associados ao antibiótico azitromicina, para crianças e gestantes, mesmo casos leves.
De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, afirmou que gestantes e crianças são grupos de risco para a doença, e por isso foram incluídos na recomendação, mas não falou sobre evidências que comprovem a eficácia do medicamento, usado no tratamento de malária e lúpus.
Apesar de não existir comprovação da eficácia do medicamento para o tratamento da Covid-19, Bolsonaro defende o uso da droga e já trocou dois ministros por divergência em relação ao uso do medicamento.
Ao ser questionada sobre a decisão dos EUA, que suspendeu o uso, a secretária desvalorizou a revogação dos EUA e disse que a agência norte-americana se baseou em "trabalhos de péssima referência metodológica".
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar