Em meio ao cenário de pandemia da covid-19, um estudo europeu sugere que o uso de máscara pela população pode reduzir em 40% a taxa de crescimento das infecções pelo novo coronavírus. O dado é resultado de uma pesquisa, conduzida por cientistas das universidades de Kassel, Johannes-Gutenberg Mainz e TU Darmstadt, na Alemanha, e pela Universidade do Sul da Dinamarcafeita na Alemanha e publicada no site VoxEU.
No estudo os cientistas analisaram o cenário da cidade de Jena, a 260 quilômetros da capital Berlim. Com 100 mil habitantes, a cidade tornou obrigatório o uso do equipamento de proteção facial em locais públicos em 6 de abril, três semanas antes de a medida ser estendida para outras localidades da Alemanha.
Após a medida, o número de novas infecções registradas caiu para aproximadamente zero nos dias seguintes. Depois de 20 dias, a cidade registrou apenas 16 novos casos, totalizando 158. Como critério de comparação, os pesquisadores projetaram uma cidade com as mesmas características ambientais e sociais de Jena, porém, sem a implementação do uso obrigatório das máscaras. Neste modelo, os novos casos avançaram 23%, passando de 143 para 205 no mesmo período.
“A introdução de máscaras faciais obrigatórias diminuiu a disseminação da Covid-19 na Alemanha. Esse resultado concorda com os achados de epidemiologistas e virologistas que explicam que as coberturas faciais limitam o fluxo de ar ao falar, reduzindo assim a transmissão de partículas infecciosas”, diz a publicação.
A prática também é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e faz parte de uma estratégia abrangente de medidas para suprimir a transmissão do coronavírus e salvar vidas. No entanto, não é suficiente para acabar com o risco de contaminação. “Também é importante manter uma distância física mínima de pelo menos 1 metro de outras pessoas, limpar frequentemente as mãos e evitar tocar no rosto e na máscara”, segundo a entidade internacional.
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