A imagem de um embaixador chinês andando sobre as costas de moradores de Kiribati (arquipélago no Pacífico), da ilha de Marakei, viralizou e reacendeu uma polêmica sobre um costume local. Nele, os habitantes mostram deferência à autoridade.
As imagens mostram que o embaixador Tang Songgen caminha sobre os nativos, incluindo adolescentes, deitados de bruços durante cerimônia de boas-vindas, com o auxílio de duas mulheres, assim que a autoridade desembarca na ilha.
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Habitantes de Kiribati defenderam a prática cultural. "Esta é a forma de mostramos respeito pelos visitantes", justificou Adlih Ztuhcs.
No entanto, nas redes sociais, a foto foi alvo de críticas. Muitos questionaram, inclusive, se visitantes deveriam continuar estimulando esse tipo de comportamento.
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"Não posso imaginar qualquer cenário em que seja aceitável um embaixador de qualquer país andar sobre as costas de crianças", disse o comandante Constantine Panayiotou, militar americano no Pacífico, de acordo com o "Guardian".
O parlamentar australiano Dave Sharma, que já serviu na embaixada da Austrália em Papua-Nova Guiné, também alegou ter ficado chocado com a imagem.
"Ficaria muito surpreso se algum representante diplomático australiano participasse de uma cerimônia dessa natureza."
NO BRASIL
Se esse é o costume na ilha do pacífico, por essas bandas este tipo de situação tem significado bem diferente. "Pisar nas costas do povo" é considerado um ato em que poderosos costumam fazer os menos abastados de "gato e sapato".
No ano de 2019, a escola de samba Paraíso do Tuiuti, do Rio de Janeiro, representou em sua comissão de frente políticos pisando no povo.
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