Um pai sádico foi condenado a prisão por torturar os dois filhos durante anos. Em uma das seções de sofrimento, ele obrigou a filha a escrever “eu sou mentirosa, eu sou ladra” mil vezes, além de açoitá-la.
Shane O’Brien, de 54 anos, submeteu seus filhos a brutais táticas disciplinares que envolveram até raspar a cabeça, jogar vinagre em feridas e espancamentos.
As duas crianças, que hoje são adultas, denunciaram no tribunal que as torturas aconteceram ao longo de dois anos e deixaram sequelas físicas e mentais horríveis, como “flashbacks” e sentimento de autodesprezo.
A companheira do agressor, Denise, 49, foi condenada, mas foi poupada da prisão pelo tribunal, por “fechar os olhos” diante os abusos. O casal já havia confessado duas acusações de crueldade contra as crianças e foram condenados nesta quarta-feira (19), pelo Tribunal da Coroa de Oxford.
Segundo a promotora Alexandra Bull, os crimes envolveram "abuso físico, punição sádica, abuso emocional e negligência". Ela disse na audiência que os maus-tratos ocorreram entre julho de 2014 e dezembro de 2016, em Berkshire e Oxfordshire, no Reino Unido.
Os dois irmãos relembraram vários episódios de tortura protagonizados por seu pai, Shane. Entre esses casos, eles disseram que foram forçados a segurar cartazes com a palavra “mentiroso” escrita e suportaram surras com chicote e cinto.
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A menina também foi obrigada a escrever “eu sou uma mentirosa, sou uma ladra” mil vezes em um papel. Mais tarde, ela foi chicoteada pelo pai.
Em outra seção de tortura, Shane bateu repetidamente a cabeça do filho contra a parede após a criança baixar jogos para o telefone, enquanto o casal estava fora. Na ocasião, o menino teve a cabeça raspada porque “era um sinal de que ele era um mentiroso”. A menina também teve sua cabeça raspada, enquanto implorava que parasse. Ela conta que se sentiu “inútil”, no momento.
O garoto também teve sua comida cortada e não tinha permissão de usar o banheiro ocasionalmente. Em um depoimento pessoal da vítima, ele disse que se sentiu "menos do que um animal" durante o abuso.
Quando as crianças se machucavam, Shane derramava vinagre em suas feridas dizendo que “era uma lição para não se machucar novamente”.
O casal também proibiu os filhos de terem amigos nem contatos no telefone ou algo do tipo.
Em outra ocasião, um cachorro mordeu a mão da menina, que sangrava muito. Eles não quiseram ir ao médico para evitar que o cachorro fosse sacrificado.
Shane, de Chepstow, País de Gales, foi condenado a 26 meses de prisão.
Denise, também do mesmo lugar, foi condenada a oito meses de prisão, mas ganhou suspensão de 18 meses. Ela também deve completar 150 horas de trabalho não remunerado e 20 dias de reabilitação.
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