Visons em decomposição enterrados em fossas na Dinamarca após um abate nacional podem ter contaminado as águas subterrâneas do país, informou a Radio4 local nesta quinta-feira, 10, citando um relatório de uma agência governamental.
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O governo dinamarquês ordenou o abate de cerca de 17 milhões de visons no início de novembro, depois que surtos de coronavírus atingiram centenas de fazendas e autoridades encontraram cepas mutantes do vírus entre as pessoas.

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O desafio logístico de eliminar um número tão grande de animais mortos levou as autoridades a enterrar alguns dos visons em fossos em uma área militar no oeste da Dinamarca, sob dois metros de solo.
Mais tarde, o governo disse que queria desenterrar os visons novamente depois que alguns ressurgiram das valas comuns, provavelmente devido aos gases do processo de decomposição que empurraram o vison para fora do solo.
O novo estudo diz que as águas subterrâneas da área já podem ter sido contaminadas e insta as autoridades a agirem rapidamente, relatou a Radio4.
O relatório foi encomendado pela Agência de Proteção Ambiental da Dinamarca no final de novembro e foi preparado pelo Serviço Geológico da Dinamarca e Groenlândia e pela Universidade Técnica da Dinamarca, disse a Radio4.
A Agência de Proteção Ambiental Dinamarquesa não respondeu imediatamente ao pedido de comentários.
Visons podem contrair o novo coronavírusFoto: toadienaulls/ Pixabay
A agência está atualmente conduzindo exames adicionais para avaliar o impacto ambiental das sepulturas, incluindo sondas geofísicas e perfurações, mas os resultados devem sair apenas no início do próximo ano.
Antes do enterro dos visons mortos, as autoridades haviam dito que os sepultamentos não representariam um risco para a água potável ou áreas protegidas.
Os macabros cemitérios - "vision zumbi" -, vigiados 24 horas por dia para manter as pessoas e animais afastados, geraram reclamações dos moradores da área sobre possíveis riscos à saúde.
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