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AQUECIMENTO GLOBAL

2020 foi um dos anos mais quentes da década

2020 empatou com 2016 como o ano mais quente de todos. Reduções na emissão de carbono na pandemia não foram suficientes para diminuir aquecimento global

segunda-feira, 18/01/2021, 18:40 - Atualizado em 18/01/2021, 18:39 - Autor: Com informações Exame


Essa mudança climática é atribuída aos seres humanos.
Essa mudança climática é atribuída aos seres humanos. | Reprodução

O ano de 2020 foi um dos mais quentes da década, empatando com 2016, segundo uma análise feita pela National Aeronautics and Space Administration (Nasa). As altas temperaturas no ano passado seguem uma tendência recorrente nos últimos sete anos devido ao aquecimento global.

Na última quarta-feira (15), cientistas da NASA e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) divulgaram sua avaliação anual das temperaturas globais, mostrando que 2019 foi o segundo ano mais quente desde o início dos registros, perdendo apenas para 2016. Um novo estudo mostrou que houve um recorde de calor nos oceanos durante o ano passado.

“A década que acabou de terminar é claramente a década mais quente já registrada. Desde os anos 60, todas as décadas foram claramente mais quentes do que a anterior.” disse Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA, em Nova York, em comunicado.

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Essa mudança climática é atribuída aos seres humanos. Um relatório de 2017 mostrou, apenas 100 empresas são responsáveis ​​por 71% das emissões de gases de efeito estufa. Durante os últimos dez anos, o mundo viu os efeitos do aumento do calor na Terra.

A década começou com enormes ondas de calor, secas e incêndios na Rússia em 2010. Depois houve a Índia e o Paquistão em 2015. E a Argélia no ano passado. Agora a Austrália está pegando fogo. Além de preparar as florestas para queimarem, o calor também se mostrou mortal para os animais e seres humanos.

“As ondas de calor matam mais pessoas do que quaisquer outros eventos climáticos extremos, mas as mortes por calor geralmente não chegam às manchetes como as de outros eventos, porque muitas vezes as pessoas morrem silenciosamente em suas casas”, disse Renee Salas, professora de medicina de emergência na Harvard Medical School, em uma entrevista coletiva.

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