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Cientista húngaro desenvolve método que pode curar a cegueira

O cientista desembolsou um cheque de € 1 milhão para sua pesquisa inovadora da Fundação Körber da Alemanha.

segunda-feira, 18/01/2021, 22:22 - Atualizado em 18/01/2021, 22:21 - Autor: Fonte: DW


Botond está prestes a revolucionar a medicina.
Botond está prestes a revolucionar a medicina. | Reprodução / Instagram

O cientista médico Botond Roska está prestes a eternizar seu nome na medicina mundial. Ele desenvolveu um método que promete fazer pessoas cegas voltarem a enxergar.

O cientista desembolsou um cheque de € 1 milhão para sua pesquisa inovadora da Fundação Körber da Alemanha. Seu tratamento baseado em genes para restaurar a visão já entrou em testes clínicos.

O professor descobriu uma terapia baseada em genes que reprograma células do olho humano para que possam realizar o trabalho dos receptores sensíveis à luz necessários para a visão humana, de acordo com a Fundação Körber que distribui o prêmio anual. Espera-se que o procedimento reative as retinas dos cegos.

O cientista médico disse que, por enquanto, o processo cria um nível de visão semelhante a assistir televisão em preto e branco. Testes clínicos em voluntários cegos já estão em andamento como resultado do trabalho inovador do pesquisador nascido em Budapeste.

“A pesquisa de Roska despertou a esperança de que novos métodos de tratamento possam restaurar a capacidade de ver nos cegos”, disse o prefeito de Hamburgo, Peter Tschentscher, na cerimônia.

Desvio O prêmio da Fundação Körber foi concedido pela primeira vez em 1985 e reconhece cientistas cujo trabalho aplicou técnicas futurísticas às ciências físicas.

Filho de um cientista da computação e de um pianista, Roska começou sua carreira na medicina “depois de um desvio”, disse Tschentscher. O cientista estudou violoncelo pela primeira vez na Academia de Música Liszt Ferenc, em Budapeste, mas teve que desistir do instrumento após um ferimento, após o que começou a estudar medicina e matemática.

O vencedor do prestigioso prêmio do ano passado foi o cientista de inteligência artificial alemão Bernhard Schölkopf, da Max Planck Society.

 

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