Boa notícia para começar a semana: o navio cargueiro Ever Given voltou a flutuar parcialmente nas primeiras horas da madrugada desta segunda-feira (29).O desencalhe ocorre quase uma semana após o supercargueiro de bandeira panamenha, com 400 metros de comprimento, bloquear totalmente a passagem de uma das principais rotas de comércio marítimo do mundo.
A Autoridade do Canal de Suez (SCA) ainda não confirmou oficialmente o desencalhe do navio. Dragas, escavadeiras e rebocadores trabalham na operação para desencalhar o supercargueiro, mas a liberação total pode levar semanas, segundo o chefe de uma das equipes de resgate.
Assista:
PROCESSO
A escavação do canal provocou a remoção de mais de 27 mil metros cúbicos de areia e lama das margens para que o porta-contêineres de 224 mil toneladas e 400 metros de comprimento fosse desecalhado. Segundo autoridades, uma maré alta prevista para a tarde deste domingo (28) acabou por facilitar os trabalhos.
O Canal de Suez é uma via navegável artifical que corta o Egito e liga o Mar Vermelho ao Mar Mediterrâneo. A passagem marítima é por onde passa cerca de 12% do comércio global. Alguns navios já optaram pela longa e cara viagem ao redor do extremo sul da África em vez de Suez.
PREJUÍZOS
O canal, que responde pelo tráfego de 10% do comércio marítimo, permite que os navios encurtem a viagem entre a Europa ou a costa leste americana e a Ásia em milhares de quilômetros, economizando uma semana ou mais.
A enorme fila de embarcações bloqueadas pelo navio cargueiro encalhado aumentou ainda mais a tensão para as cadeias de abastecimento globais, já afetadas pela pandemia do novo coronavírus.
O valor total das mercadorias bloqueadas ou que precisam adotar uma rota alternativa difere de acordo com as estimativas. São US$ 3 bilhões diários, segundo Jonathan Owens, especialista em logística da universidade britânica de Salford, mas podem chegar a até US$ 9,6 bilhões de acordo com a revista Lloyd's List.
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