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China cria embrião metade homem metade macaco

A nova tentativa dos cientistas chineses mostrou uma taxa de sucesso muito maior do que os embriões porco-humanos que foram criados em 2017, mostrando maior compatibilidade entre as células de humanos e primatas. a A nova tentativa dos cientistas chineses mostrou uma taxa de sucesso muito maior do que os embriões porco-humanos que foram criados em 2017, mostrando maior compatibilidade entre as células de humanos e macacos.

segunda-feira, 19/04/2021, 18:56 - Atualizado em 19/04/2021, 18:56 - Autor: Com informações A tribuna.com


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| Reprodução

Se pudéssemos criar um ser derivado de um macaco com um ser humano, o que teríamos como resultado? O que esta “criação” poderia nos dizer? Parece que as respostas para essas perguntas estão cada vez mais próximas.

Em um novo experimento, considerado pioneiro conseguiram criar exatamente um híbrido de macaco e células humanas, existindo juntas em um embrião vivo. Um embrião quimera, ou seja, metade humano e metade animal, jamais seria possível na natureza.


Com a pesquisa, cientistas chineses buscam entender os benefícios de organismos quiméricos para estudar diversas questões biológicas que poderiam ser interessantes para nós, humanos, como por exemplo avanços no campo da medicina regenerativa. 

De acordo com os pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Kunming, na China, Juan Carlos e Weizhi Ji, o estudo consiste em injetar células-tronco humanas em embriões de macacos da espécie Macaca fascicularis, para entender como estas células poderiam existir juntas.


Segundo os especialistas, cada blastocisto, estágio inicial de um embrião, foram injetadas 25 Células-Tronco Pluripotentes Induzidas Humanas. Este tipo de célula-tronco humana é capaz de contribuir com o embrião e ajudar na formação dos tecidos que darão suporte ao seu desenvolvimento.

 

O cientista chinês Ji Weizhi, e o espanhol Juan Carlos Izpisua
O cientista chinês Ji Weizhi, e o espanhol Juan Carlos Izpisua | Reprodução/ Salk Institute
 

O experimento conseguiu com que essas células humanas conseguiram se integrar com sucesso em 132 embriões de macacos. Após 10 dias, 103 embriões quiméricos (metade humanos e metade macacos) ainda estavam vivos.

Ainda segundo os cientistas, a taxa de sobreviventes começou a cair e a partir de 19 dias, apenas 3 embriões estavam vivos, foi quando a pesquisa foi interrompida e todos os embriões destruídos no 20º dia de acordo com os protocolos experimentais.


Em geral, esta nova tentativa mostrou uma taxa de sucesso muito maior do que os embriões porco-humanos que foram criados em 2017, mostrando maior compatibilidade entre as células de humanos e macacos.

Além disso, os cientistas sequenciaram o material genético destes embriões, o que forneceu dados e pistas inéditas sobre a comunicação celular entre seres vivos diferentes, o que pode significar uma melhor compreensão futura e maior taxa de sucesso em novos experimentos.


“Entender quais vias estão envolvidas na comunicação de células quiméricas nos permitirá possivelmente melhorar essa comunicação e aumentar a eficiência do quimerismo em uma espécie hospedeira que está mais distante do ponto de vista evolutivo para os humanos”, diz Juan Carlos, citando ao falar do seu plano de adaptar embriões humanos-porcos para fins de transplantes.

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