Os mais antigos possuem relatos sobre como eram os métodos de castigo nas escolas há algumas gerações. Muitas são as histórias de pessoas que apanharam dos próprios professores com palmatórias, ripas de madeira e outros utensílios.
Professora é espancada por mãe de aluna em frente à escola
Professor é agredido por aluna em Sorocaba
Os relatos vão ficando cada vez mais para trás na história e hoje fica difícil imaginar alguma instituição de educação que pratique violência contra crianças e ainda por cima que ganhe respaldo da Justiça de seu país para seguir com as barbaridades.
Foi o que aconteceu nos Estados Unidos, a potência ocidental. A Promotoria da Flórida concluiu que não houve crime no caso de uma diretora de escola que foi filmada agredindo uma aluna de 6 anos de origem latina no último dia 13 de abril na escola primária Central, em Clewiston.
A 6yo child in FL. was beaten by her school principal, in front of her mother, for damage she allegedly caused to a computer. ⚠️ this video is graphic. It’s infuriating, outrageous & shocking & the principal is now under criminal investigation. https://t.co/M3cIZeTMKa pic.twitter.com/HPAcbYXlXe
— David Begnaud (@DavidBegnaud) May 2, 2021
Melissa Carter, que foi filmada batendo na menina com um pedaço de madeira, não receberá acusações criminais e seguirá sua carreira normalmente. A cena em que a profissional agride a criança foi filmada pela própria mãe da menina que, de acordo com o subprocurador-chefe adjunto do estado Abraham Thornbury, teria permitido a agressão. No entanto, de forma contraditória, as imagens foram divulgadas pela mãe em tom de denúncia sobre o episódio.
A imprensa local informou que a mãe da menina teria sido chamada a escola após a criança ter causado danos a um equipamento de informática. A unidade teria acionado a responsável para ir lá e entregar a mesma quantia. Na ligação telefônica, a mãe informou que pagaria o equipamento e que a filha estava quebrando coisas em casa também.
Segundo o relato da funcionária da escola, a mãe teria pedido que a escola punisse a menina com agressão física. A funcionária então lhe teria explicado que para isso ocorrer ela deveria se dirigir ao local e estar presente na sala durante o espancamento.
Com o pedaço de madeira, a criança foi atingida três vezes nas nádegas e, em seguida, foi avisada que aquela medida poderia ser adotada novamente caso fosse necessário. A menina também ouviu exigências que pedisse desculpas e se comportasse direito
“Ambas integrantes a equipe parecem tratar a criança e sua mãe com respeito durante todo o processo”, escreveu Thornbury no documento, lembrando que, na Flórida, os pais têm permissão legal para usar castigos físicos nos filhos e repassar a medida a outras pessoas.
O gabinete da procuradora Amira Fox informou em comunicado emitido na sexta-feira, dia 8, que "após a revisão da totalidade das provas e da lei, não parece que nenhum crime foi cometido pela Sra. Carter neste caso". Investigadores do condado já haviam chegado a uma conclusão semelhante, informou a "Fox News".
"Em nenhum momento durante o vídeo do incidente a Sra. Rivera levantou qualquer objeção ao que está acontecendo, por palavra ou ato de qualquer forma, corroborando ainda mais os relatos da Sra. Self e da Sra. Carter", diz o memorando. "Perto da conclusão do vídeo, quando a Sra. Rivera está saindo do escritório, ela pode ser claramente ouvida dizendo 'obrigada' à Sra. Carter e à Sra. Self."
Para Thornburg, o vídeo divulgado pela mãe "resultou em um relato incompleto e enganoso do incidente".
O advogado da mulher, Brent Probinksy, disse à "NBC 2" que ela não tem documentos e teme ser deportada. Inicialmente, Fabiola Rivera disse aos policiais que, por sua primeira língua ser o espanhol, ela ficou confusa a princípio, sem entender o que estava acontecendo.
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