Um dos maiores medos da humanidade é que a Terra seja atingida por um asteroide. O imaginário ainda é aguçado pelo fato de que foi um corpo celeste como este que dizimou os dinossauros, ao cair no planeta. E se uma rocha espacial passasse por aqui sem aviso prévio? Ou pior: sem que ninguém percebesse?
Foi o que aconteceu na noite do último 31 de outubro. Um asteroide do tamanho de uma geleira passou “raspando” o planeta Terra e ninguém se deu conta, nem mesmo as agências espaciais. Ele foi detectado somente quatro horas depois. A rocha passou a 3.000 quilômetros da Terra, aproximadamente a distância entre Belém e São Paulo.
De acordo com o site norte-americano CNET, o asteroide de nome “2021 UA1” passou por cima da Antártida. Nenhum astrônomo previu a aproximação do corpo em razão do tamanho e da cor escura. Para “piorar”, o asteroide surgiu de um “ponto cego” da direção do Sol no lado diurno da Terra, resultando no atraso da descoberta.
De acordo com os padrões da astronomia, o 2021 UA1 já é considerado o terceiro asteroide que mais chegou perto da Terra sem atingi-la. O segundo da lista passou em agosto de 2020, a 2,9 mil quilômetros da superfície. Em novembro do mesmo ano, outro asteroide “raspou” nosso planeta, a quase 400 quilômetros.
Apesar do susto, o 2021 UA1 não representava perigo à humanidade. Devido ao seu tamanho, a rocha iria se deteriorar em meio às chamas ao entrar na atmosfera, bem antes de chegar à superfície. Para efeito de comparação, o asteroide que explodiu no céu da Rússia, em 2013, era quase 20 vezes maior e apenas um fragmento da rocha resistiu e conseguiu chegar ao solo.
De acordo com a Nasa, um asteroide é considerado perigoso para a Terra somente se medir a partir de 140 metros de diâmetro.
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