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EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA

População mundial aumentou 74 milhões em 2021

A China continua sendo o país mais populoso do mundo, mas a Índia deve superá-la em 2025

segunda-feira, 03/01/2022, 10:41 - Atualizado em 03/01/2022, 12:45 - Autor: Com informações Daily Mail


Segundo estimativas, população deve crescer até 2100
Segundo estimativas, população deve crescer até 2100 | Reprodução

Mesmo com a pandemia de covid-19, que entra para o terceiro ano em 2022, o mundo cresceu em número de habitantes e promete seguir esse ritmo por muito tempo.

A população mundial aumentou em 74 milhões de pessoas e chegou a um total de 7,8 bilhões neste ano, de acordo com o censo dos Estados Unidos. A China continua sendo o país mais populoso do mundo, com 1,4 bilhão de pessoas, embora esteja apenas um pouco à frente da Índia, com 1,38 bilhão, que deve superá-la em 2025. 

Os EUA estão em terceiro lugar com 332 milhões, seguidos pela Indonésia com 275 milhões e o Paquistão com 238 milhões.

Os números para 2021 significam que a taxa global de crescimento é de 0,9 por cento, menor do que a previsão de 0,96 por cento e tendo como pano de fundo a pandemia do novo coronavírus.

Embora as populações globais ainda estejam aumentando em geral, a taxa de aumento tem caído de forma mais ou menos consistente desde meados da década de 1960, quando atingiu o pico de cerca de 2%. O ápice da da taxa atual está prevista para ser atingida antes de 2100, e, após, diminuirá.

Metade de população do planeta mora em países onde a fertilidade ao longo da vida – quantidade de filhos que uma mulher dá a luz, em média, durante sua vida – caíram para menos de 2%. Isso significa que a população diminuirá em geral.

De acordo com dados da ONU, a população global continuará a crescer até 2100, mas o crescimento se concentrará em cada vez menos lugares. 

Espera-se que mais da metade do crescimento populacional nas próximas três décadas se concentre em apenas oito países: República Democrática do Congo, Egito, Etiópia, Índia, Indonésia, Nigéria, Paquistão, Tanzânia e Estados Unidos. 

Enquanto isso, espera-se que 55 países vejam sua população cair um por cento ou mais no mesmo período.

As quedas mais dramáticas, de acordo com dados da ONU, ocorrerão na Bulgária, Letônia, Lituânia e Ucrânia - onde a população deve cair 20%.

Essas tendências serão impulsionadas pela queda nas taxas de fertilidade junto com a emigração líquida, prevê o órgão.

Significa que um número crescente de países terá de enfrentar o envelhecimento da população, em que o fardo de cuidar de um número crescente de idosos recairá sobre um número cada vez menor de pessoas em idade produtiva. É o ponto crítico, quando a população com mais de 65 anos superara o número total de jovens de 15 a 24 anos, diz a ONU.

Depois de 2100, se as projeções forem verdadeiras, a população global entrará no primeiro período de declínio sustentado na história registrada.

Mas outros estudos foram menos otimistas. Uma pesquisa recente publicada pelo The Lancet estimou que o pico ocorrerá em 2064 - quase quatro décadas antes. As populações globais chegarão a 9,7 bilhões naquele ano, sugeriu a publicação, antes de cair para cerca de 8,8 bilhões em 2100.

Isso significa que, longe do futuro superlotado imaginado por romances e filmes de ficção científica, a humanidade pode realmente se dirigir a um futuro onde edifícios, vilas e até cidades abandonadas serão comuns, pois a maioria da população morrerá.

O estudo do Lancet previu que os países mais atingidos serão o Japão e a Itália, ambos podendo ver suas populações reduzidas em mais da metade antes de 2100.

Espanha, Portugal, Tailândia e Coréia do Sul também devem ver uma redução de cerca de 50 por cento.

Até mesmo a China, conhecida por sua população em rápida expansão no século 20, poderia ver esse número cair quase pela metade até o final do século 21. 


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