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DÓLAR, INFLAÇÃO E PETRÓLEO

Ucrânia: como a crise impacta no bolso dos brasileiros?

Guerra poderá afetar a economia nacional com o aumento na inflação e a alta nos preços do petróleo e seus derivados, além de impactar a capacidade de importação do Brasil.

quinta-feira, 24/02/2022, 09:59 - Atualizado em 24/02/2022, 11:07 - Autor: Com informações Istoé

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Explosão é vista na capital ucraniana de Kiev nesta quinta-feira (24).
Explosão é vista na capital ucraniana de Kiev nesta quinta-feira (24). | Divulgação/Gabinete do Presidente da Ucrânia

Na madrugada desta quinta-feira (24), a Rússia, comandada por Vladimir Putin, iniciou os ataques aéreos à Ucrânia. As sirenes de alerta soaram por toda Kiev e diversos moradores tentam sair da cidade. O confronto acontece após dias de tensão e ameaças.

Mas, afinal, de que forma essa crise pode impactar no Brasil? A consequência mais relevante do envio de tropas russas para as regiões separatistas da Ucrânia, é o aumento de preços tanto dos combustíveis quanto dos alimentos.

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De acordo com Putin, a Ucrânia e a Rússia eram próximas tanto em termos geográficos quanto históricos. Foi o suficiente para deixar claro que, apesar de todos os esforços diplomáticos, a Rússia vai seguir o caminho da força. Apesar de acontecer a quilômetros de distância, as consequências poderão ser sentidas rapidamente, no Brasil, inclusive.

Apesar de toda tensão e ameaças, o cenário pode ficar mais complicado, tendo em vista os impactos na economia nacional, com aumento na inflação e na alta nos preços do petróleo e seus derivados, ou seja, tudo deve ficar ainda mais caro. 

O impacto mais imediato aconteceu nos preços do petróleo. A Rússia é um grande fornecedor de energia para a Europa. Sem rios de grande porte nem espaço para ter usinas hidrelétricas, países como a Alemanha e outros dependem dos gás russo para gerar eletricidade em usinas termelétricas.

E para ficar ainda pior, não há um fornecedor alternativo. Sem o gás russo, a economia alemã cai pela falta de eletricidade. Os alemães sabem disso, daí a postura mais conciliadora do chanceler alemão Olaf Scholz, que quer evitar a todo custo uma interrupção no fornecimento.

Com a notícia, os preços do petróleo aumentaram. Os contratos futuros para abril do barril de petróleo do tipo Brent subiram 3,6% para US$ 98,83. É o valor mais alto desde os US$ 11, de 4 de maio de 2014, coincidentemente a data da invasão russa à Crimeia.

No entanto, o efeito das sanções ocidentais sobre a Rússia vai muito além do petróleo. A Ucrânia e a Rússia são grandes produtores e exportadores de alimentos. Juntos, os dois países representam cerca de 29% do comércio mundial de trigo. A Ucrânia é um dos maiores exportadores mundiais de grãos e óleos vegetais, assim como é também um importante exportador de milho.

Os preços já refletem o temor do mercado de uma interrupção na produção. Há também outras implicações. A Rússia é um grande exportador mundial de fertilizantes, e eventuais sanções econômicas de outros países podem reduzir o fornecimento. Com isso, a produtividade agrícola tende a piorar, com pressão adicional sobre os custos.

Vale ressaltar que a elevação dos preços da comida e da energia terá uma forte pressão inflacionária global, que deverá sustentar uma alta das taxas de juros mais intensa e mais rápido do que se esperava.

Nas redes sociais há várias imagens e vídeos sobre a tensão na Ucrânia. Confira:


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