O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, em uma entrevista exclusiva ao UOL News nesta sexta-feira (3), expressou preocupação com a aparente valorização da "vida e do sangue" dos cidadãos de países ricos, pois são os primeiros autorizados a deixar a Faixa de Gaza através da fronteira de Rafah. Até o momento, os brasileiros não foram incluídos nas listas divulgadas.
Alzeben sugeriu que essa omissão pode estar relacionada ao status de países de Terceiro Mundo e que a vida dos habitantes de nações do Primeiro Mundo parece ser mais valorizada. Ele chamou isso de uma realidade preocupante e apontou para um desequilíbrio global.
"Não quero exagerar, mas possivelmente é porque somos de Terceiro Mundo e o sangue e a vida daquele Primeiro Mundo vale mais. É uma realidade. O mundo está tendo um desequilíbrio. Quando se trata da morte de palestinos, parece um 'efeito colateral' e que a vida deles não vale tanto quanto a dos outros. Esta é uma realidade que sentimos e o mundo está sentindo", disse.
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Vidas de palestinos menos valorizadas
O embaixador afirmou que quando se trata da morte de palestinos, suas vidas não são tão valorizadas quanto as de outros. Ele ressaltou que essa percepção é compartilhada não apenas por sua nação, mas também por grande parte do mundo.
Israel culpado!
Alzeben também abordou o recente ataque a um comboio de ambulâncias em Gaza, ocorrido no mesmo dia da entrevista, e não hesitou em responsabilizar Israel pelo incidente. Para o embaixador, qualquer tentativa de questionar a autoria do bombardeio é uma "estratégia para encobrir os crimes de guerra" supostamente cometidos por Israel na região.
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Pausa humanitária
Ela ainda enfatizou que os Estados Unidos têm a capacidade de, pelo menos, estabelecer uma pausa humanitária em Gaza e pediu ação imediata. No entanto, condenou a postura do governo americano por vetar uma resolução proposta pelo Brasil no Conselho de Segurança da ONU, mostrando a necessidade de um esforço global para aliviar a situação humanitária em Gaza.
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