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'Putin vai morrer em breve', diz Zelenski à TV francesa

Presidente da Ucrânia reacende rumores sobre a saúde de Putin e critica influência russa no Sul Global.

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Imagem ilustrativa da notícia 'Putin vai morrer em breve', diz Zelenski à TV francesa camera Em entrevista à Eurovision News, Zelenski afirmou que Putin teme apenas a instabilidade social e a perda do poder. | Reprodução/TVi Player

Em entrevista a uma TV francesa, na noite da última quarta-feira (26), o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, 47, disse acreditar que viverá mais tempo que o líder russo, Vladimir Putin, 72.

"O que ele teme é perder seu poder. É uma questão de estabilidade da sociedade, mas também depende de sua idade. Ele vai morrer em breve, isso é um fato, e tudo estará acabado. É disso que ele tem medo. Acho que ele também tem medo de ficar sozinho. Putin quer ficar no poder até morrer", afirmou Zelenski.

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AFIRMAÇÃO SEM PROVAS

Sem dar detalhes de por que crê na morte de Putin, o líder ucraniano reavivou rumores sobre a saúde do presidente russo. Em 2022, veículos americanos chegaram a reportar que ele tratava um câncer, algo que nunca foi confirmado.

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A um jornalista que perguntou como ele acha que será lembrado pela história, Zelenski respondeu: "Farei tudo o que estiver ao meu alcance pelo resto da minha vida para defender a Ucrânia enquanto tiver forças para isso. Mas sou definitivamente mais jovem que Putin, então aposte em mim, pois tenho melhores perspectivas".

OTAN E ENCONTRO COM MACRON

Zelenski afirmou ainda que a Otan (aliança militar ocidental liderada pelos EUA) "é a única garantia sólida de segurança para a Ucrânia". Disse ainda que, nas 24 horas anteriores, tanto russos quanto ucranianos, que negociam um cessar-fogo, evitaram ataques mútuos às infraestruturas de energia. Mas ressalvou: "Ninguém acredita nos russos, não sabemos se isso será constante".

Minutos antes da entrevista, Zelenski se encontrou com o presidente da França, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, preparando a reunião de cúpula desta quinta-feira (27), em Paris, que discutiu os rumos da guerra -e, mais uma vez, não chegou a grandes avanços.

CRÍTICAS À CASA BRANCA

Zelenski foi questionado por jornalistas de França, Reino Unido, Alemanha, Estônia e Finlândia. Foi cauteloso ao falar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas não poupou críticas ao enviado da Casa Branca para tratar do conflito, Steve Witkoff, que, entre outras declarações interpretadas como pró-Putin, afirmou que o líder russo "não é um mau sujeito".

"Witkoff cita a narrativa do Kremlin com bastante frequência. E não acho que isso nos deixará mais próximos da paz. Infelizmente, acho que isso enfraquecerá a pressão americana sobre a Federação Russa. Estamos muito preocupados com as declarações de Witkoff", disse o presidente ucraniano.

INFLUÊNCIA DE PUTIN NO SUL GLOBAL

Zelenski fez três referências ao chamado Sul Global, grupo de países no qual o Brasil é frequentemente incluído. Todas foram para lamentar a influência da propaganda russa sobre esses países. "O Sul Global, com todo o respeito, não isolou Putin e continuou a ter contato com ele. E acho que, dessa forma, eles o ajudaram", afirmou.

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