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APROXIMAÇÃO PERIGOSA

Asteroide corre o "risco" de colisão com a Terra e preocupa cientistas

Objeto espacial de até 67 metros de diâmetro apresenta possibilidade de impacto com a Terra e permanece sob vigilância constante de agências espaciais internacionais.

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Imagem ilustrativa da notícia Asteroide corre o "risco" de colisão com a Terra e preocupa cientistas camera Asteroide desperta atenção por sua capacidade de causar danos significativos, caso ocorra uma colisão com a Terra. | Reprodução/NASA

Estudos científicos demonstram que a Terra recebe impactos de objetos espaciais com mais frequência do que se imagina. Asteroides com cerca de 25 metros de diâmetro colidem com o planeta aproximadamente a cada 10 anos.

Porém, os alertas já aumentam na comunidade científica por conta de um asteroide recentemente identificado, o 2024 YR4. Ele entrou na lista de objetos que exigem monitoramento devido ao seu potencial de aproximação perigosa com a Terra.

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Este corpo celeste desperta atenção por sua capacidade de causar danos significativos, caso ocorra uma colisão com a Terra, que seria em 2032.

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De acordo com dados divulgados pelo Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), o asteroide viaja a aproximadamente 62.000 quilômetros por hora e possui diâmetro estimado entre 53 e 67 metros. Ele poderia criar uma cratera de até 34 quilômetros de diâmetro em caso de impacto e liberaria energia equivalente a 500 bombas atômicas similares à de Hiroshima.

Quais seriam as consequências de um impacto?

No caso de impactos intermediários, como o potencial do YR4, os efeitos estimados incluem:

  1. Incêndios em larga escala nas regiões próximas ao local de impacto;
  2. Tsunamis devastadores, se o asteroide cair em oceanos;
  3. Liberação de partículas na atmosfera que poderiam reduzir a temperatura global;
  4. Alterações nos padrões climáticos temporariamente (fenômeno conhecido como "inverno de impacto").

A detecção do 2024 YR4 reacendeu o debate sobre a necessidade de monitoramento contínuo e desenvolvimento de estratégias de mitigação para proteger o planeta.

Como cientistas monitoram e combatem asteroides perigosos?

A NASA, por meio do programa Sentry, e a Agência Espacial Europeia (ESA) mantêm vigilância constante de objetos potencialmente perigosos. Essas agências utilizam modelos computacionais avançados para:

  • Projetar as órbitas dos corpos celestes;
  • Calcular a probabilidade de impacto com a Terra;
  • Definir estratégias de desvio em caso de risco confirmado.

Tecnologias de defesa planetária em desenvolvimento

Um marco recente na defesa planetária foi a missão DART (Teste de Redirecionamento Duplo de Asteroide), realizada pela NASA. O projeto demonstrou que é possível alterar a trajetória de um asteroide pelo impacto cinético controlado.

Pesquisadores defendem que o financiamento contínuo de estudos e tecnologias de prevenção são fundamentais para enfrentar riscos reais e potenciais. Mesmo que a maioria dos objetos espaciais não represente uma ameaça imediata, o desenvolvimento de mecanismos de defesa é considerado uma medida estratégica de longo prazo.

Com que frequência asteroides atingem a Terra?

Estes impactos normalmente provocam explosões equivalentes a milhares de toneladas de TNT, mas raramente causam danos em escala global.

Objetos de tamanho intermediário, com centenas de metros de diâmetro, representam um risco mais significativo, mas seus impactos ocorrem muito raramente - entre 500 mil e 1 milhão de anos. Estes causariam destruição regional ou continental.

Os eventos catastróficos, como o impacto que causou a extinção dos dinossauros (asteroide com cerca de 10 quilômetros), acontecem apenas a cada dezenas de milhões de anos.

A comunidade científica acredita que o último grande impacto dessa magnitude ocorreu há cerca de 66 milhões de anos.

Os especialistas classificam o 2024 YR4 como um objeto capaz de causar impactos regionais significativos. No entanto, as análises de risco apontam para uma probabilidade inferior a 1% de impacto com a Terra.

Quando o objeto foi detectado inicialmente, essa probabilidade era de 3,1%. Os cálculos atualizados indicam que existem mais chances de o asteroide atingir a Lua – estimadas em 3,8%.

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