A crise política e militar envolvendo Venezuela e Estados Unidos ganhou novos contornos neste sábado (3/1), após informações de bastidores indicarem que a captura do presidente Nicolás Maduro pode ter ocorrido dentro de um acordo previamente negociado. A revelação surge em meio à escalada de tensões na América Latina e no Caribe e amplia as incertezas sobre o futuro do comando político venezuelano.
Fontes ligadas à oposição da Venezuela afirmaram que a retirada de Maduro do país não teria sido resultado apenas de uma ação militar, mas parte de uma “saída negociada”, envolvendo também sua esposa, Cilia Flores. A versão foi divulgada pela emissora britânica Sky News e repercutiu horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar publicamente a captura do líder venezuelano.
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Trump declarou que forças norte-americanas realizaram ataques a Caracas e que, após a ofensiva, Maduro foi retirado da Venezuela por via aérea. O anúncio foi feito por meio de redes sociais e confirmado por autoridades dos EUA, intensificando a repercussão internacional do episódio.
O contexto da operação está ligado ao aumento das tensões entre os dois países nos últimos meses. Washington justifica a presença militar na região como parte de uma ofensiva contra o tráfico internacional de drogas. Maduro, por sua vez, é acusado pelo governo norte-americano de chefiar o chamado Cartel de los Soles, organização recentemente classificada pelos Estados Unidos como grupo terrorista internacional.
Antes da ofensiva, o presidente venezuelano havia sinalizado disposição para dialogar com Trump. Em entrevista publicada no início da semana, Maduro afirmou que os dois chegaram a manter uma conversa no fim de 2024, descrita por ele como “agradável”, embora os desdobramentos posteriores tenham elevado o tom das declarações e das ameaças por parte da Casa Branca.
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Desde o segundo semestre do ano passado, os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Caribe e na América Latina, com o envio de fuzileiros navais, navios de guerra, um porta-aviões, submarino nuclear e caças de última geração. A ofensiva, batizada de Operação Lança do Sul, já resultou em bombardeios a embarcações em águas caribenhas e do Pacífico.
A captura de Maduro ocorre dois dias após ele reafirmar publicamente a intenção de negociar diretamente com Trump, destacando a necessidade de diálogo “com fatos em mãos”. O episódio, no entanto, abre uma nova fase de incertezas sobre os rumos políticos da Venezuela e o impacto regional da ação norte-americana.
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