A Suíça segue em luto após uma das maiores tragédias recentes no país. Neste domingo (4/1), a polícia cantonal de Valais confirmou a identificação de mais vítimas do incêndio que atingiu um bar na estação de esqui de Crans-Montana, na véspera do Ano-Novo, episódio que deixou dezenas de mortos e feridos.
Segundo as autoridades, já foram identificados os corpos de 24 pessoas, entre elas 11 menores de 18 anos e seis estrangeiros. A tragédia provocou a morte de 40 pessoas e deixou outras 119 feridas, algumas em estado grave.
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Entre as vítimas identificadas estão cidadãos suíços e estrangeiros. Além de oito suíços inicialmente reconhecidos, a polícia informou a identificação de outros dez cidadãos suíços — quatro mulheres e seis homens — com idades entre 14 e 31 anos. Também constam na lista dois italianos, ambos de 16 anos; um francês, de 39; um jovem de 16 anos com dupla cidadania italiana e emiradense; um romeno, de 18; e um cidadão turco, também de 18 anos.
No sábado, a polícia já havia confirmado a identificação de mais quatro vítimas, todas suíças: dois adolescentes de 16 anos, uma mulher de 21 e um homem de 18.
Em nota oficial, a polícia de Valais informou que os corpos já foram entregues às famílias e que os trabalhos de investigação e identificação das demais vítimas, tanto fatais quanto feridas, continuam em andamento.
Enquanto isso, familiares e amigos seguem mobilizados em busca de informações sobre pessoas ainda não localizadas. Nas redes sociais, multiplicam-se os apelos por testemunhas e pedidos de ajuda para esclarecer o paradeiro de possíveis desaparecidos.
A comoção tomou conta da cidade neste domingo. Uma missa em homenagem às vítimas foi realizada na igreja Saint-Christophe, em Crans-Montana, reunindo centenas de pessoas. Após a cerimônia, os participantes seguiram em uma marcha silenciosa até um memorial improvisado próximo ao local do incêndio, onde foram acesas velas e depositadas flores.
A igreja, situada a cerca de 300 metros do bar atingido pelo fogo, ficou completamente lotada muito antes do início da celebração, que precisou ser transmitida por um telão do lado de fora. Mesmo com temperaturas chegando a -9°C, centenas de pessoas permaneceram no local, muitas carregando flores e rosas vermelhas. Equipes de resgate, uniformizadas, também participaram do ato, caminhando juntas em sinal de homenagem.
Diante da dimensão da tragédia, o presidente da Confederação Suíça anunciou, em entrevista ao jornal SonntagsBlick, que será decretado um dia de luto nacional em 9 de janeiro, em memória das vítimas do incêndio.
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