O setor da construção civil na Suíça inicia 2026 com aumento na demanda por profissionais, impulsionado pela renovação do parque imobiliário e pela implementação da Estratégia Energética 2050. O foco das obras está na modernização de edifícios antigos, com adoção de sistemas mais eficientes e integração tecnológica, reduzindo o consumo de energia e as emissões de CO₂.
Um dos principais vetores desse movimento é o Grupo Burkhalter, que atua na área de tecnologia de edifícios. A empresa reúne 84 companhias distribuídas em mais de 160 localidades na Suíça e no Liechtenstein e concentra centenas de oportunidades de trabalho em diferentes regiões do país.
Segundo o setor, o crescimento das contratações não está ligado apenas a novas construções, mas principalmente a projetos de retrofit, que envolvem a atualização de sistemas elétricos, climatização, automação predial, telecomunicações e instalações sanitárias. A exigência por soluções integradas ampliou a procura por profissionais com formação técnica e capacidade de atuar de forma multidisciplinar.
A Estratégia Energética 2050, política nacional que orienta a redução do consumo de energia e das emissões de carbono, tem papel central nesse cenário. O plano estimula investimentos em climatização eficiente, automação, redes elétricas modernas e energias renováveis, elevando a necessidade de mão de obra especializada.
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O Grupo Burkhalter opera de maneira descentralizada, o que amplia a distribuição das vagas para além dos grandes centros urbanos. As oportunidades incluem projetos residenciais, industriais e de infraestrutura, com demandas que variam conforme a região, como modernização urbana, expansão industrial, manutenção de sistemas de segurança e implantação de redes de dados.
Entre as funções mais procuradas em 2026 estão engenheiros elétricos, técnicos em HVAC, especialistas em automação predial, eletricistas industriais, engenheiros de eficiência energética, projetistas de sistemas sanitários, técnicos em telecomunicações, profissionais de energias renováveis, supervisores de obras e gerentes de projetos. O mercado também absorve auxiliares técnicos, considerados porta de entrada para quem inicia carreira no país.
O perfil buscado pelas empresas envolve conhecimento técnico aliado ao domínio de tecnologias digitais, softwares de modelagem e planejamento de obras. A integração entre elétrica, automação, climatização e sistemas hidráulicos passou a ser requisito frequente nos projetos, refletindo o novo padrão da construção suíça.
O domínio de idiomas é apontado como fator decisivo. Dependendo do cantão, é necessário conhecimento de alemão, francês ou italiano, especialmente para comunicação técnica, segurança no canteiro e elaboração de relatórios. A exigência varia conforme a função e a região de atuação.
Para profissionais brasileiros, o acesso ao mercado suíço depende de requisitos legais, como cidadania europeia ou visto de trabalho. Também é necessário verificar o reconhecimento de diplomas e certificações, principalmente em áreas regulamentadas. As candidaturas são feitas, em geral, por meio dos portais oficiais das empresas, com currículo no padrão suíço e carta de motivação no idioma exigido para a vaga.
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A cultura de trabalho no setor prioriza pontualidade, precisão e conformidade com normas técnicas locais, como as normas da Sociedade Suíça de Engenheiros e Arquitetos (SIA). A atualização profissional contínua é considerada parte do processo, devido à evolução constante dos padrões de eficiência energética.
Apesar dos salários elevados, o custo de vida na Suíça é alto, o que exige planejamento financeiro, especialmente em relação a moradia e seguro de saúde obrigatório. Especialistas apontam que a adaptação ao país depende do alinhamento entre qualificação, idioma e organização financeira.
Em 2026, a transição energética se consolida como eixo central das contratações na construção civil suíça. Vagas ligadas à eficiência energética, automação predial e energias renováveis indicam que o setor atua como elo entre engenharia tradicional e políticas de sustentabilidade, mantendo a demanda elevada por profissionais técnicos e especializados.
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