Em meio ao prolongamento do conflito na Faixa de Gaza e ao agravamento da crise humanitária, uma decisão do governo israelense reacendeu o debate sobre a atuação de organizações internacionais em zonas de guerra. As medidas anunciadas atingem diretamente uma das principais entidades médicas em operação no território palestino.
O governo de Israel informou que a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) deverá encerrar suas atividades na Faixa de Gaza até o dia 28 de fevereiro. A determinação foi divulgada pelo Ministério para Assuntos da Diáspora, que afirma que a ONG não atendeu plenamente às exigências administrativas impostas às entidades humanitárias que atuam na região.
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Segundo o governo israelense, a principal justificativa é a ausência do envio completo da relação de funcionários palestinos que trabalham para a organização. A entrega dessas informações, de acordo com as autoridades, é uma condição obrigatória para a permanência de instituições estrangeiras em Gaza.
Em nota, o ministério declarou que a Médicos Sem Fronteiras deverá interromper suas operações e retirar suas equipes do território até o fim do mês. Autoridades israelenses também reiteraram suspeitas levantadas anteriormente sobre supostos vínculos de funcionários da ONG com grupos armados, acusações que a organização nega.
A MSF informou que aceitou compartilhar dados de seus colaboradores locais e internacionais, mas demonstrou preocupação com a falta de garantias sobre o uso dessas informações. A entidade afirma temer que a divulgação dos nomes possa expor seus profissionais a riscos adicionais em um contexto de guerra.
A organização humanitária destacou ainda o impacto da decisão sobre a população civil. Atualmente, a MSF mantém cerca de 20 unidades de atendimento médico em Gaza e administra aproximadamente 20% dos leitos hospitalares disponíveis. Desde o início do conflito, ao menos 15 funcionários da entidade morreram durante as operações de socorro, segundo a própria ONG.
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Reconhecida internacionalmente por sua atuação em crises humanitárias, a Médicos Sem Fronteiras foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz em 1999. A decisão de Israel ocorre em um momento de pressão crescente de organismos internacionais por garantias de acesso humanitário à população palestina afetada pelo conflito.
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