O ambiente político nos Estados Unidos, já marcado pela polarização, atingiu um novo nível de tensão após uma publicação na conta oficial do presidente Donald Trump na rede Truth Social, na última quinta-feira (5). O conteúdo, de forte cunho racista, em que colocava os rostos de Barack e Michelle Obama em corpos de macacos provocou uma onda de repúdio internacional e forçou o governo a agir rapidamente para conter os danos, expondo fissuras inclusive dentro da base aliada do presidente.
Repercussão interna e justificativas do governo
A remoção do material ocorreu após figuras proeminentes do próprio Partido Republicano manifestarem indignação. O senador Tim Scott, uma das vozes conservadoras mais influentes, chegou a declarar que a postagem era a coisa mais racista já vista vinda da Casa Branca, pedindo orações para que o vídeo fosse falso antes de sua exclusão definitiva.
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Para tentar conter a crise, a porta-voz presidencial, Karoline Leavitt, afirmou que o vídeo seria apenas um "meme" que comparava o atual presidente a um "Rei da Selva" em uma alusão a personagens de animação. No entanto, fontes do governo ouvidas pela agência Reuters admitiram, sob sigilo, que a postagem foi um erro de um funcionário e que, por isso, foi retirada do ar.
Silêncio e falta de desculpas oficiais
Apesar do recuo digital e das críticas contundentes, a postura oficial de Donald Trump até o momento é de silêncio. Não houve qualquer pedido formal de desculpas à família Obama ou à população.
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O vídeo, que além do conteúdo racista reiterava teses sem provas sobre fraudes eleitorais em 2020, segue repercutindo nos bastidores de Washington. O ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama não haviam emitido pronunciamentos sobre o ataque.
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