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GUERRA NO ORIENTE MÉDIO

Países europeus cooperam com os EUA em meio à guerra com o Irã

A Europa se une em resposta ao conflito no Oriente Médio, principalmente marcado pelos Estado Unidos, Israel e Irã.

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Imagem ilustrativa da notícia Países europeus cooperam com os EUA em meio à guerra com o Irã camera Cresce o número de países europeus que prometem apoio militar a aliados diante da escalada das tensões. | (Reprodução)

Os conflitos no Oriente Médio estão gerando uma onda de tensão em diversas regiões do mundo, ampliando também para a Europa.

Países europeus que inicialmente demonstraram resistência em se envolver diretamente na guerra travada por Estados Unidos e Israel contra o Irã começam a ampliar sua participação no conflito no Oriente Médio. A mudança ocorre após uma série de ataques com drones contra o Chipre, membro da União Europeia, e contra monarquias do Golfo que abrigam bases militares de nações do continente. Embora os governos europeus ressaltem que as ações têm caráter “defensivo”, cresce o número de países que prometem apoio militar a aliados diante da escalada das tensões.

Nesta quinta-feira (5), o presidente francês Emmanuel Macron conversou por telefone com a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e com o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis. Segundo uma fonte do Palácio do Eliseu ouvida pelo portal Politico, os três líderes concordaram em coordenar o envio de tropas para o Chipre e para o Mediterrâneo Oriental, além de trabalhar juntos para garantir a liberdade de navegação no Mar Vermelho.

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Antes disso, Macron já havia ordenado o deslocamento do porta-aviões Charles de Gaulle, de propulsão nuclear, do Mar Báltico para o Mediterrâneo. A medida visa reforçar a proteção ao Chipre, que tem sido alvo de ataques com drones. A França também enviou caças Dassault Rafale, sistemas de defesa aérea e aeronaves de radar para a região, com o objetivo de proteger ativos militares de aliados.

Em pronunciamento na terça-feira, Macron afirmou que forças francesas já abateram drones “em legítima defesa” nas primeiras horas do conflito, para proteger o espaço aéreo de países aliados.

Apesar de França, Reino Unido e Alemanha não terem participado diretamente dos ataques conjuntos realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim da semana passada, os três países afirmaram estar preparados para adotar medidas defensivas para conter a capacidade iraniana de lançar mísseis e drones.

Alguns aliados foram além. Reino Unido, Grécia e Portugal autorizaram o uso de determinadas bases militares por forças americanas em condições específicas. O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, afirmou que a campanha militar dos EUA contra o Irã conta com “amplo apoio dos aliados”. Já o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, declarou que não descarta uma ação militar caso o conflito se amplie.

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Promessas de assistência militar

Reino Unido

Um drone de fabricação iraniana (possivelmente lançado a partir de Beirute, onde atua o grupo Hezbollah) atingiu na segunda-feira a pista da base aérea britânica em Akrotiri, no Chipre. Outros drones foram interceptados.

O governo britânico anunciou o envio do destróier HMS Dragon, equipado com o sistema de defesa aérea Sea Viper, capaz de lançar oito mísseis em menos de dez segundos. Também serão mobilizados helicópteros AgustaWestland AW159 Wildcat armados com mísseis Martlet para interceptação de drones.

O primeiro-ministro Keir Starmer inicialmente evitou se envolver no conflito, mas acabou autorizando o uso de duas bases militares britânicas por forças americanas para “propósitos defensivos específicos e limitados”. A recusa inicial gerou críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

França

Além do envio do porta-aviões Charles de Gaulle, a França mobilizou a fragata Languedoc na costa do Chipre. Em 2023, o navio utilizou mísseis Aster para derrubar drones lançados do Iêmen por rebeldes houthis, aliados do Irã, que tinham como alvo embarcações no Mar Vermelho.

Macron também anunciou o envio de unidades adicionais de defesa aérea e aeronaves de vigilância para reforçar a segurança na região.

Grécia

A Grécia enviou duas fragatas e quatro caças F-16 Fighting Falcon para o Chipre. O governo grego também autorizou o uso da base militar na Baía de Souda, na ilha de Creta, por forças americanas.

Itália

O governo da Itália informou que enviará “recursos navais” ao Chipre nos próximos dias em coordenação com França, Holanda e Espanha. Roma também prometeu fornecer sistemas de defesa aérea, antidrones e antimísseis a parceiros do Golfo.

Segundo a imprensa italiana, a assistência pode incluir o sistema de defesa aérea SAMP/T. A premiê Giorgia Meloni afirmou que ainda não recebeu pedido formal dos Estados Unidos para usar bases italianas, acrescentando que tal decisão provavelmente dependeria da aprovação do Parlamento.

Portugal

O governo de Portugal autorizou o uso da base aérea de Lajes pelos Estados Unidos. O primeiro-ministro Luís Montenegro declarou que a autorização foi concedida sob a condição de que as operações tenham caráter defensivo ou retaliatório e sejam proporcionais, voltadas exclusivamente a alvos militares.

Espanha

O primeiro-ministro Pedro Sánchez manifestou oposição à guerra durante um desentendimento verbal com Donald Trump. Madri recusou permitir que bases espanholas fossem utilizadas pelos Estados Unidos, o que levou o presidente americano a ameaçar romper relações comerciais com o país.

Apesar disso, a Espanha anunciou o envio da fragata Cristóbal Colón para proteger o Chipre. De acordo com o Ministério da Defesa espanhol, o navio fornecerá defesa aérea e poderá apoiar eventuais operações de evacuação de civis na região.

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