Conflitos armados entre países costumam gerar impactos que ultrapassam as fronteiras do campo de batalha. Além das perdas humanas e da instabilidade política, guerras costumam provocar fortes efeitos na economia global, especialmente em setores estratégicos como energia, transporte e comércio internacional. Quando regiões produtoras de petróleo são afetadas, por exemplo, os reflexos podem ser sentidos rapidamente no preço dos combustíveis em diversos países.
Os preços dos combustíveis voltaram a subir nos Estados Unidos na última semana, impulsionados pela forte alta do petróleo no mercado internacional.
Dados divulgados pela Associação de Automóveis (AAA) apontam que a gasolina ficou mais cara na sexta-feira (6), registrando aumento de 9 centavos de dólar por galão.
Com a nova alta, o preço médio nacional chegou a US$ 3,41 por galão, o maior valor registrado desde agosto de 2024. Trata-se também da maior elevação semanal desde o início de março de 2022, período marcado por fortes sanções internacionais contra a Rússia após a invasão da Ucrânia.
O diesel também acompanhou a tendência de alta. Segundo a AAA, o combustível foi vendido, em média, por US$ 4,33 o galão na sexta-feira, alcançando o maior patamar desde novembro de 2023.
A pressão sobre os combustíveis ocorre em meio à disparada do petróleo nos mercados internacionais. Ao longo da última semana, a commodity acumulou valorização próxima de 30%, refletindo a instabilidade geopolítica no Oriente Médio.
O barril do petróleo Brent, referência global, encerrou a semana cotado a US$ 92,69. O valor representa alta superior a 8% apenas no último dia de negociações e avanço de 27,88% no acumulado de sete dias.
Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI) fechou a US$ 90,90 por barril, registrando valorização superior a 12% no dia e salto de 35,63% ao longo da semana.
A escalada dos preços ocorre após o fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã. A passagem marítima é considerada estratégica por ser a principal rota de saída do petróleo produzido no Golfo Pérsico para o restante do mundo.
O bloqueio ocorre em meio à guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, iniciada em 28 de fevereiro após um ataque coordenado entre Washington e Tel Aviv contra alvos iranianos.
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A tensão aumentou ainda mais nos últimos dias depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um novo pronunciamento sobre o conflito e exigiu que o Irã aceite uma rendição total para que haja qualquer negociação de paz.
“Não haverá acordo com o Irã, exceto a RENDIÇÃO INCONDICIONAL! Depois disso, e da escolha de um(a) grande líder e aceitável, nós, e muitos de nossos maravilhosos e corajosos aliados e parceiros, trabalharemos incansavelmente para trazer o Irã de volta da beira da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca”, escreveu o republicano em publicação na rede Truth Social.
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