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Trump rejeita negociações para cessar-fogo com o Irã

Conflito iniciado após ofensiva militar de Estados Unidos e Israel já provoca impacto no mercado de petróleo e tensão no Estreito de Ormuz

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Imagem ilustrativa da notícia Trump rejeita negociações para cessar-fogo com o Irã camera Trump não estaria disposto a negociar um cessar-fogo | The White House

O governo do presidente Donald Trump rejeitou tentativas de aliados do Oriente Médio para iniciar negociações diplomáticas com o objetivo de encerrar o conflito com o Irã. As informações foram relatadas por fontes envolvidas nas tratativas internacionais.

Segundo relatos, diferentes países tentaram abrir canais de diálogo entre Washington e Teerã após o início da guerra, que começou há cerca de duas semanas com ataques aéreos conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel.

Do lado iraniano, autoridades afirmaram que qualquer cessar-fogo só será considerado após a interrupção das operações militares realizadas pelos dois países.

Mediações internacionais não avançam

Países da região têm atuado como mediadores para tentar reduzir a escalada do conflito. O Omã, que já participou de negociações anteriores envolvendo o Irã, tentou estabelecer novas conversas entre as partes, segundo fontes diplomáticas.

No entanto, representantes da Casa Branca informaram que o governo norte-americano não pretende iniciar negociações neste momento. De acordo com um funcionário do governo, a prioridade é continuar as operações militares com o objetivo de enfraquecer a capacidade militar de Teerã.

Em publicações na rede social Truth Social, Trump afirmou anteriormente que autoridades iranianas teriam demonstrado interesse em conversas após os primeiros ataques, mas disse que seria “tarde demais”.

Irã exige fim dos ataques para negociar

Fontes ligadas ao governo iraniano afirmaram que o país rejeitou propostas de mediação feitas por diferentes governos. Segundo essas autoridades, Teerã só aceitaria discutir uma trégua após o fim das ofensivas aéreas e mediante garantias de que novos ataques não ocorrerão.

Entre as condições mencionadas estariam a interrupção permanente das ações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel, além de compensações relacionadas ao conflito.

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O Egito também tentou restabelecer canais de comunicação entre os países envolvidos. Apesar das tentativas diplomáticas, não houve avanço nas negociações até o momento.

Impactos da guerra no petróleo e no transporte marítimo

O conflito também tem provocado efeitos no mercado internacional de energia. O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã interrompeu parte do tráfego marítimo na região, rota utilizada para o transporte de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Ataques militares também atingiram a Ilha de Kharg, considerada um dos principais centros de exportação de petróleo do país.

O atual líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, declarou que o bloqueio do estreito será mantido e afirmou que o país poderá ampliar as operações militares contra alvos na região.

De acordo com estimativas citadas por fontes diplomáticas, o conflito já deixou mais de duas mil pessoas mortas, a maioria em território iraniano. As negociações internacionais para interromper os combates seguem sem avanço.

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