O ataque estadunidense da última sexta-feira (13) ao principal centro petrolífero do Irã, a Ilha de Kharg, gerou uma resposta militar à embaixada do país norte-americano no Iraque.
Um ataque com drones na madrugada de sábado (14) marcou o segundo ataque contra a embaixada desde o início doi atual conflito no Oriente Médio. A fumaça escura cobriu o complexo, conforme relatos de jornalistas que testemunharam a cena.
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Além disso, funcionários de segurança confirmaram que drones atingiram a área de alta proteção, onde ficam representações diplomáticas e órgãos governamentais no centro de Bagdá.
Apesar das diferentes versões sobre o tipo de armamento utilizado, autoridades concordam que um dos projéteis caiu próximo à pista de pouso do complexo diplomático.
Três mortos em bombardeio contra milícia pró-Irã
Poucas horas antes do ataque à embaixada, bombardeios atingiram posições do Kata'ib Hezbollah, grupo armado iraquiano alinhado ao Irã. Por volta das 2h da madrugada, horário local, um míssil destruiu uma casa que servia como sede da milícia no bairro de Arassat, região nobre da capital.
Como resultado, três pessoas morreram, incluindo uma figura descrita como "personalidade importante" por fontes de segurança. Explosões fortes ecoaram pela área, seguidas pelo som de sirenes de ambulâncias.
Enquanto isso, testemunhas relataram ter visto fumaça branca se espalhar pelo bairro luxuoso.
Posteriormente, um segundo ataque aéreo atingiu um veículo próximo a uma ponte no leste de Bagdá, o que resultou na morte de mais um integrante da milícia Hashd al-Shaabi.
As brigadas do Hezbollah iraquiano representam uma coligação de ex-paramilitares que foram integradas às forças regulares do Iraque.
Escalada de tensão em zona de alta segurança
A zona onde fica a embaixada americana concentra várias missões diplomáticas e instituições internacionais, além de órgãos do governo iraquiano.
Por isso, qualquer ataque na região representa grave ameaça à estabilidade do país. Até o momento, as identidades das vítimas dos bombardeios não foram divulgadas pelas autoridades de segurança contatadas.
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Apesar disso, membros da milícia Hashd al-Shaabi confirmaram que pelo menos um dos mortos pertencia às brigadas do Hezbollah iraquiano.
Enquanto isso, as investigações sobre os ataques prosseguem em meio ao clima de tensão na capital.
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