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SINTOMAS E COMO SE PROTEGER

‘Cicada’: o que se sabe da subvariante da Covid-19 que circula em 23 países

Especialistas monitoram linhagem, que pode driblar parte da imunidade, mas mantém padrão leve da doença.

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Imagem ilustrativa da notícia ‘Cicada’: o que se sabe da subvariante da Covid-19 que circula em 23 países camera 'Cicada': nova subvariante da Covid-19 tem 75 mutações e já circula em 23 países. | Reprodução/Freepik

Desde o início da pandemia, em 2020, a Covid-19 deixou marcas profundas no Brasil e no mundo. O país acumulou milhões de casos e mais de 716 mil mortes até meados de 2025, com o período mais crítico registrado em 2021, quando houve o maior número de óbitos. Com o avanço da vacinação, o cenário melhorou, mas o vírus continua em circulação e segue evoluindo por meio de novas linhagens.

'Cicada' tem 75 mutações

Uma dessas novas versões é a subvariante conhecida como 'Cicada', identificada cientificamente como BA.3.2. Ela já foi detectada em pelo menos 23 países e tem chamado a atenção de pesquisadores pelo alto número de mutações. Apesar disso, os dados iniciais indicam que não há, até o momento, associação com aumento de casos graves ou internações.

Especialistas explicam que a 'Cicada' não é uma variante totalmente nova, mas sim uma sublinhagem da Ômicron. Isso significa que ela faz parte de um processo natural de evolução do vírus, que continua sofrendo mutações para se adaptar e manter sua transmissão. Desde o surgimento da Ômicron, esse tipo de mutação tem ocorrido de forma mais gradual, sem grandes mudanças bruscas como as vistas em fases anteriores da pandemia.

O principal ponto de diferença da nova subvariante está na proteína Spike, responsável por permitir a entrada do vírus nas células humanas. A 'Cicada' apresenta cerca de 75 mutações nessa estrutura, um número considerado elevado. Essas alterações podem facilitar o chamado escape imunológico, ou seja, a capacidade do vírus de driblar parcialmente a proteção adquirida por vacinas ou infecções anteriores.

Mesmo assim, isso não significa necessariamente maior gravidade da doença. Na prática, pode haver maior chance de infecção, mas sem aumento proporcional de quadros severos.

Sintomas

Em relação aos sintomas, não há mudanças significativas até agora. Os casos continuam apresentando sinais já conhecidos das subvariantes mais recentes da Ômicron, como febre, dor de garganta, tosse, coriza e cansaço. Segundo especialistas, o padrão segue predominantemente leve na maioria das pessoas.

As vacinas continuam sendo uma ferramenta essencial no controle da doença. Embora não acompanhem exatamente as mutações mais recentes do vírus, elas seguem eficazes na prevenção de formas graves, hospitalizações e mortes, especialmente nos meses seguintes à aplicação das doses.

Até o momento, não há confirmação oficial da circulação da subvariante 'Cicada' no Brasil. Ainda assim, especialistas consideram provável que ela chegue ao país, já que apresenta rápida disseminação internacional, um comportamento já observado em outras fases da pandemia.

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Mais do que a nova subvariante em si, o principal alerta dos especialistas está na queda da cobertura vacinal. Grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e gestantes, ainda registram níveis abaixo do ideal, o que mantém o risco de casos graves.

Atualmente, a Covid-19 apresenta um comportamento mais próximo ao de vírus respiratórios sazonais, como a gripe, mas continua sendo uma preocupação relevante para a saúde pública, especialmente diante da constante evolução do vírus.

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