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Trump faz ultimato ao Irã: 'Uma civilização inteira morrerá esta noite'

Presidente dos EUA intensifica ameaça ao Irã enquanto prazo para acordo sobre reabertura do Estreito de Ormuz chega ao limite.

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Imagem ilustrativa da notícia Trump faz ultimato ao Irã: 'Uma civilização inteira morrerá esta noite' camera Trump endurece discurso, impõe ultimato ao Irã e eleva temor de escalada militar com impacto global. | Reprodução/X (antigo Twitter) @TheWhiteHouse

Em um momento no qual a diplomacia internacional caminha sobre fios cada vez mais tensionados, declarações de líderes globais ganham peso de estopim capazes de redefinir não apenas relações entre países, mas também o destino de milhões de pessoas. Foi nesse cenário de alta pressão que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã, às vésperas de um prazo decisivo.

Nesta terça-feira (7), Trump afirmou que "uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada", ao se referir ao Irã. A declaração foi publicada na rede Truth Social e ocorre justamente quando se aproxima o limite imposto por Washington para que Teerã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o fluxo global de energia.

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O presidente americano estabeleceu como prazo final as 20h no horário da costa leste dos EUA (21h em Brasília e 3h30 da manhã de quarta-feira em Teerã). Caso não haja avanço, Trump já indicou a possibilidade de uma ofensiva militar de grandes proporções.

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Apesar da firmeza do discurso, o republicano tem histórico recente de adiar ultimatos semelhantes nas últimas semanas, o que alimenta incertezas sobre a efetiva implementação das operações militares prometidas.

AMEAÇAS A INFRAESTRUTURAS ESTRATÉGICAS

Nos últimos dias, Trump intensificou as declarações sobre possíveis ataques. No domingo (5), ele já havia sinalizado, em publicação carregada de termos agressivos, a possibilidade de bombardear estruturas-chave iranianas caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto.

Na segunda-feira (6), foi além: afirmou que os Estados Unidos possuem um plano para destruir todas as pontes e usinas de energia do Irã até a meia-noite desta terça-feira. "Quero dizer, demolição completa", declarou.

Além das usinas, o presidente já mencionou como possíveis alvos poços de petróleo e instalações de dessalinização de água - estruturas vitais para a população civil.

REAÇÃO IRANIANA E CLIMA DE CONFRONTO

Do lado iraniano, a resposta tem sido de desafio. Autoridades militares classificaram as falas de Trump como "infundadas" e "delirantes". Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, advertiu que qualquer novo ataque poderá provocar uma retaliação "muito mais enérgica e em escala maior".

Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os Estados Unidos de conduzirem uma "guerra injusta e agressiva", pedindo que a própria população americana responsabilize seu governo pelas consequências do conflito.

DEBATE SOBRE CRIME DE GUERRA

As ameaças de Trump também reacenderam o debate jurídico internacional. Especialistas apontam que ataques deliberados a infraestruturas civis essenciais - como estações de energia e tratamento de água - podem configurar crime de guerra, conforme as Convenções de Genebra.

Embora haja exceções quando essas estruturas possuem uso militar, críticos destacam que o discurso do presidente americano indica a intenção de destruição ampla, o que ampliaria os impactos sobre a população civil.

A ex-advogada militar Margaret Donovan afirmou que a retórica recente mudou a percepção de muitos juristas: "Estamos testemunhando uma ameaça direta a algo que sabemos que será catastrófico para civis".

Nos bastidores, diversos países, incluindo nações do Golfo, já teriam alertado Washington sobre os riscos de uma escalada, temendo inclusive represálias iranianas contra suas próprias infraestruturas.

Ainda assim, a Casa Branca sustenta que os EUA respeitam o direito internacional. Trump, por sua vez, minimizou as críticas e afirmou que o verdadeiro crime seria permitir que o Irã desenvolvesse uma arma nuclear.

NEGOCIAÇÕES TRAVADAS E IMPASSE DIPLOMÁTICO

Apesar do clima de tensão, Trump declarou que o Irã segue como um "participante ativo e disposto" nas negociações mediadas por países como Paquistão, Egito e Turquia. Entretanto, os diálogos indiretos foram interrompidos na semana passada, e a possibilidade de um encontro presencial perdeu força.

Uma proposta recente de cessar-fogo de 45 dias, que incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz, foi rejeitada por ambos os lados. Trump considerou o plano um "passo significativo", mas insuficiente, afirmando ser o único capaz de decidir sobre uma trégua.

Teerã, por sua vez, argumentou que uma pausa permitiria aos adversários se reorganizarem militarmente. Em resposta, o governo iraniano apresentou um plano alternativo com dez pontos, defendendo o fim permanente da guerra sob suas próprias condições.

Com o relógio avançando e as posições ainda distantes, o cenário permanece indefinido, mas cada vez mais próximo de um possível ponto de ruptura.

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