O governo iraniano anunciou neste domingo o deslocamento de unidades especiais da Marinha para o litoral sul do país, como parte de um reforço estratégico diante da possibilidade de uma ofensiva terrestre por parte dos Estados Unidos. A medida ocorre após o fracasso de negociações recentes entre os dois países, realizadas no Paquistão, que buscavam encerrar o conflito em curso.
Segundo a imprensa estatal iraniana, tropas foram posicionadas em áreas costeiras com o objetivo de impedir qualquer tentativa de infiltração inimiga. Imagens divulgadas mostram militares equipados e em prontidão em regiões de areia próximas ao mar, sinalizando um aumento no nível de alerta defensivo.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
- EUA e Irã encerram negociações de cessar-fogo sem acordo
- Trump ameaça China caso envie armas ao Irã: "Terá grandes problemas"
O movimento coincide com declarações do presidente americano, Donald Trump, que afirmou que a Marinha dos EUA iniciará o bloqueio de embarcações que tentarem atravessar o Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo e gás consumidos globalmente. Para o Irã, esse tipo de ação pode ser interpretado como um ato de guerra.
Apesar de um cessar-fogo temporário de duas semanas ter sido estabelecido para viabilizar negociações, Trump endureceu o discurso ao condicionar a trégua ao fim do controle iraniano sobre o estreito. Ele também indicou que forças americanas poderiam agir para impedir o avanço do programa nuclear iraniano, destacando que a economia dos EUA suportaria os impactos do conflito.
Enquanto isso, o Pentágono confirmou o envio de navios de guerra à região para operações de desminagem no Estreito de Ormuz, o que foi negado por Teerã. Mesmo com a trégua, o tráfego marítimo segue reduzido, e há temor de novos confrontos.
Autoridades iranianas mantêm postura firme e não demonstram intenção de abrir mão do controle sobre a hidrovia, considerada peça-chave em sua estratégia geopolítica. Representantes do governo reforçaram que o país está preparado para reagir a qualquer ameaça e alertaram para possíveis consequências caso haja escalada militar.
Quer receber mais notícias do Brasil e do mundo? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!
Paralelamente, os Estados Unidos aumentaram sua presença militar no Oriente Médio, enviando tropas e reforçando sua capacidade de ocupação na região. O Irã, por sua vez, intensificou suas defesas, incluindo sistemas antiaéreos, instalação de minas e preparação de estruturas estratégicas em ilhas próximas à costa.
As negociações realizadas no Paquistão, consideradas as mais relevantes entre os dois países desde 1979, terminaram sem avanços. O impasse gira principalmente em torno do programa nuclear iraniano e do controle do Estreito de Ormuz. Ambos os lados indicaram que ainda pode haver novas rodadas de diálogo antes do fim do cessar-fogo, previsto para 21 de abril, embora a desconfiança mútua continue sendo um grande obstáculo.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar